quinta-feira, 12 de novembro de 2009

500 Dias Com Ela [ (500) Days of Summer ]

Diretor: Marc Webb

Elenco: Zooey Deschanel, Joseph Gordon-Levitt, Clark Gregg, Minka Kelly, Rachel Boston, Matthew Gray Gublert, Chloe Moretz

Gênero: Comédia/Drama

Ano: 2009







Pode anotar, 500 Dias com Ela é um dos melhores filmes de 2009. A comédia romântica foge do convencional e cativa pelo enfoque mais realista dos relacionamentos amorosos, não será fácil sair do cinema sem ter se identificado com pelo menos um dos protagonistas.

Tom se apaixona por Summer desde o primeiro momento, o rapaz nunca imaginou que pudesse ter uma chance com ela, a paixão platônica nutrida por meses se transforma num grande amor quando a encantadora Summer se interessa pelo rapaz.

Summer é absurdamente sincera e de início já o avisa que um relacionamento sério não está na sua lista de atividades. Tom a cada dia mais apaixonado acredita que pode reverter a situação e terminar seus dias ao lado de sua amada, em sua mente não existe casal mais perfeito e só consegue ver nela qualidades.

Tom é uma típica mulher de uma comédia romântica e esta inversão de papéis traz muito charme ao roteiro.

500 Dias com Ela não tem uma narrativa linear, os dias se passam sem uma ordem e vamos descobrindo que Tom as dificuldades em aceitar o término que lhe é imposto e a raiva nutrida por ele talvez não sejam assim tão justificáveis.

No amor enxergamos mais a nós mesmos que ao outro, temos certeza de coisas que não estão acontecendo, uma ilusão que nos absorve em expectativas que culminam num devastador confronto com a realidade.

Porém não só a história se destaca em 500 Dias com Ela, a trilha sonora indie pop, as cores vivas e intensas, referências a filmes clássicos, alguns recursos visuais utilizados para comparar as expectativas de Tom com a realidade e o bom trabalho dos atores envolvidos no projeto.

Marc Webb fazia parte do universo dos videoclipes até minutos atrás, com 500 Dias com Ela o diretor demonstra que alguns talentos são inquestionáveis e muito adaptáveis.


Pontos Altos: Cores, narrativa, roteiro, atuações, trilha

Pontos Baixos: Não tem

This is It (Michael Jackson's This is It)

Diretor: Kenny Ortega

Elenco: Michael Jackson

Gênero: Documentário/Musical

Ano: 2009








Há muito tempo que o talento de Michael Jackson foi ofuscado pelas suas excentricidades, escândalos sexuais e diversas polêmicas. Seu retorno aos palcos planejado para o ano de 2009 estava praticamente encaminhado e definido quando o mundo foi informado de sua prematura morte.

Muitos duvidavam que o rei do pop conseguisse mesmo realizar os 50 concertos programados, o objetivo era quitar muitas de suas dívidas, fruto de seu estilo de vida peculiar e luxuoso. Para Michael Jackson figura pública e personagem dos holofotes, se tratava de levar amor ao mundo e conscientizar as pessoas sobre a importância em se salvar a natureza, ingenuidade tão chocante quanto sua própria aparência física.

MJ era uma persona de talento artístico insuperável e personalidade infantilizada, o que rendia muitas dores de cabeça e incontáveis manchetes em tablóides.

Michael Jackson era extraordinário, suas músicas, videoclipes e coreografias alcançaram um status insuperável e sua arte é ainda um exemplo a ser seguido e dificilmente superado. Infelizmente o gênio sucumbiu a uma problemática trajetória de vida pessoal. Apesar de pouca coisa ser mantida fora do conhecimento do grande público não chegamos a conhecer por esse documentário muito sobre o homem Michael Jackson.

Gravado para fazer parte do acervo pessoal de MJ, as imagens dos ensaios da turnê This Is It não tem grande definição e o som aparenta ser estéreo o que pode significar uma mixagem. Através delas o retrato possível de Michael é um homem apaixonado pela própria música, um artista que sabia exatamente o que queria em cada nota, movimento, luz e imagem. This Is It tenta fazer justiça a essa imagem, porém o educado e doce cantor já não tinha a mesma voz, preparo físico e empolgação pela música.

Para algumas pessoas estas imagens do que a rigor nem poderia ser considerado um filme eram a prova de que o ídolo ainda estava vivo, que cedo ou tarde teríamos Michael novamente na cena musical para renovar a música, a dança e os videoclipes, que o talento superaria qualquer adversidade.

A importância inegável de MJ para a música não sofre nenhum tipo de influência com este filme, inclusive poderíamos muito bem viver sem ele e teríamos imagens menos perturbadoras do que era claramente um grande esforço.

Michael deixará muitas saudades e uma família chafurdando em seus royalties.


Pontos Altos: Essas músicas são muito boas mesmo hein.

Pontos Baixos: Necrofilia da arte, morrer é lucrativo, parente não é gente, parente é serpente