Diretor: Shawn Levy
Elenco: Ben Stiller, Carla Gugino, Robin Williams, Dick Van Dyke, Steve Coogan, Owen Wilson, Ricky Gervais, Mickey Rooney
Gênero: Fantasia/Aventura
Ano: 2006
Lançado para arrebatar o público família na época do Natal, Uma Noite no Museu é um desses filmes nos quais os pais se divorciam e o filho sofre com a separação e o comportamento inconstante do pai irresponsável que possui um grande coração, mas que tem dificuldades em corresponder as expectativas do pequeno. Preguiça disso.
Como é o esperado tudo se inicia com um filho muito decepcionado com o pai que transfere o afeto e admiração para o padrasto. Terminando com uma transformação na relação quando o pai novamente se torna uma figura heróica e admirável e o filho pode amá-lo novamente. Preguiça disso também.
Nem só de clichê melodramático de redenção e recuperação do afeto e confiança perdidos é feito Uma Noite no Museu.
O filme fantasia explora a magia de um Museu de História Natural onde as criaturas ganham vida depois da meia noite, o fato de que esse tipo de museu está completamente fora de moda não é citado. Animais empalhados não são muito bem vistos num mundo politicamente correto, mas aqui eles estão em movimento.
Superada a suposta morbidez do cenário, a computação gráfica é encenada com perfeição, e a interação entre animais e os personagens do museu com o seu nova guarda noturno se dão sem grandes problemas e há muita ação e alguns momentos levemente cômicos.
Uma Noite No Museu é um filme família feito para crianças e não para adultos com olhar crítico. Pra quem não procura falhas pode ser uma grande diversão.
Pontos Altos: Ben Stiller muito bem, Owen Wilson se destaca junto com Steve Coogan, T-REXY
Pontos Baixos: Melodrama é muito fora de moda, quase 120 minutos quando poderia ser 80
Elenco: Ben Stiller, Sacha Baron Cohen, Jada Pinkett Smith, David Schwimmer, Chris Rock, Cedric the Entertainer, Bernie Mac, Will.i.am
Gênero: Animação
Ano: 2008
Mais pop impossível. Referências a filmes consagrados, tecnologias avançadas e modos de vida de metrópoles, Madagascar é uma (bri)colagemde tantos elementos sem a mínima intenção de dar lições de moral aos pequenos.
Tudo é desculpa para a comédia, dos efeitos visuais às piadas rápidas e inteligentes não esquecendo claro dos números musicais que tanto sucesso fizeram em Madagascar de 2005.
Este Madagascar é a sequência imediata e exatamente por isso não perde tempo com apresentações dando espaço para o desenvolvimento de todos os personagens até mesmo tirando notavelmente o foco dos principais.
Com personagens secundários talvez até mais interessantes e cativantes por diversos motivos a sequência consegue superar com facilidade o original agradando as crianças e a maior parte dos adultos sejam eles pais ou não.
Respeitar a diversidade parece ser a única tecla que permanece apertada durante o longa, de maneira suave ou mais explícita o recado é dado diversas vezes e os pequenos devem recepcionar a mensagem com um sorriso no rosto.
Imperdível pra quem gosta de humor ou animação, Madagascar 2 tem cenas grandiosas e piadas extraordinárias.
Pontos Altos: A zebra sempre a mais engraçada, o alucinado Rei Julien, qualidade técnica, sem lições de moral, trilha do Will.i.am
Pontos Baixos: Que tipo de mapa e bússola usaram?, não há um humano da própria África no filme, por que será?
Diretor: Ben Stiller Elenco: Ben Stiller, Jack Black, Robert Downey Jr., Brandon T. Jackson, Jay Baruchel, Danny R. McBride, Steve Coogan, Tom Cruise Ano: 2008 Gênero: Comédia
Trovão Tropical, a segunda incursão de Ben Stiller na direção, é deliciosamente abusado, infame e absurdamente engraçado. Não percam os “trailers” antes do filme que apresentam os atores em alguns de seus filmes mais famosos anteriores à gravação desse Trovão Tropical que é um filme dentro de um filme. Ameaçado de boicote e vítima de muitas críticas de diversos grupos militantes em seu lançamento, o filme não economiza piadas politicamente incorretas, algo que por si só é extremamente feliz, afinal o mundo politicamente correto está cada vez mais chato e paranóico. A sátira de Stiller vai além dos filmes de guerra em si focando mais no universo de Hollywood ao atacar ferozmente os excessos de vaidade, ganância e falta de escrúpulos de executivos de cinema, agente-empresários acéfalos e atores que fazem “de tudo” para ganhar um Oscar. Crítica exemplificada quando um dos atores passa por um controverso procedimento cirúrgico para se transformar em negro e poder interpretar um dos personagens, não bastasse isso ele modifica seu comportamento para agir conforme o tom de sua pele. O excesso nas interpretações e o absurdo das situações são tão engraçados quanto os diálogos ácidos e cheios de críticas que são disparados a todo momento. Nada é por acaso em Trovão Tropical. Os astros imbecis que protagonizam o longa só são superados pelo dono do estúdio personificado por Tom Cruise que surge careca, acima do peso, peludo e nojento na sua melhor interpretação em anos. Grandes atores/humoristas produzem uma das melhores surpresas do ano. Para rir e refletir.
Pontos Altos: Tom Cruise, Tom Cruise, Tom Cruise, a mudança de cor de Robert Downey Jr., um dos atores se auto-entitula Alpa Chino, humor ácido e inteligente, trilha empolgante e divertida Pontos Baixos: Não fez muito sucesso então deve ter baixado a bola de Stiller