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quinta-feira, 18 de junho de 2009

X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origns: Wolverine)

Diretor: Gavin Hood

Elenco: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Ryan Reynolds, Taylor Kitsch, Will.i.am, Danny Huston, Dominic Monaghan, Daniel Henney

Gênero: Aventura

Ano: 2009







O mutante mais popular entre os X-Men em sua estreia solo no cinema representa a consolidação de uma bem sucedida franquia e infelizmente um retrocesso de qualidade.

X-Men Origens: Wolverine não tem a mesma desenvoltura da trilogia, que unia ação e discussão de valores e política, fato ainda mais notado, pois seu excelente início cria grande expectativa junto ao espectador.

A origem de Wolverine no cinema não tem muita semelhança com a história em quadrinhos em si, de certa forma pode-se dizer que o filme é inspirado e não baseado na história original. Ainda assim a infância e parte da vida adulta de Logan (especialmente a abertura com os créditos) são extremamente bem feitas e até poderia ser dito à primeira vista que há mais de um diretor envolvido no projeto tamanha a disparidade com o resto do longa.

Gavin Hood se vê numa situação difícil quando necessita apoiar seu filme num roteiro fraco e em apenas dois mutantes, no caso Wolverine e Dentes de Sabre, não que não existam diversos outros, mas tanto os atores quanto as interpretações não chegam a despertar mais que bocejos na platéia.

Gambit por exemplo, outro dos mais populares X-Men, é jovem e ao contrário do original não tem sotaque francês e não é um ladrão sedutor. Seria o caso de criar mais um personagem com poderes genéricos sem desonrar a única representação de um personagem querido pelo público.

X-Men sempre foi uma história em quadrinhos que apesar de ter suas estrelas tinha como grande trunfo a diversidade entre os seus personagens. Em sua história, o anti-herói Wolverine sempre se destacou pelo temperamento forte e arredio que contrastava com o comportamento politicamente correto de seus colegas, essa diferença é que ressaltava a qualidade que agradava os leitores e esse elemento não é devidamente explorado no filme que poderia ser a consagração individual de Hugh Jackman.

Nerdices à parte é fato que falta profundidade e empatia em X-Men Origens: Wolverine o que prova que nem só de efeitos especiais e grandes astros se constrói um blockbuster.

Fica a esperança que uma sequência apare as arestas, faça justiça ao carismático personagem e nos traga algo novo.


Pontos Altos: Infância e créditos iniciais

Pontos Baixos: Personagens consagrados com representação fraca, coadjuvantes sem carisma, roteiro previsível e sem charme, sequência cômica gratuita e desnecessária no ringue de boxe

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Austrália

Diretor: Baz Luhrmann

Elenco: Hugh Jackman, Nicole Kidman, David Wenham, Bryan Brown, Bruce Spence, Jack Thompson, Bill Hunter

Gênero: Drama/Aventura

Ano: 2008








Um épico melodramático de enormes proporções com amor impossível, injustiças sociais, superação de obstáculos, humor inocente e uma criança especial e perseguida como a narradora.

Austrália busca sua identidade junto a filmes como o E o Vento Levou... Opção controversa, pois não se fazem mais filmes como antigamente, não é vovó?

A longa duração pode ser um dos maiores problemas, 165 minutos de melodrama podem emocionar muito e ao mesmo tempo causar um bocado de sonolência.

Aceitos os contras e levando em consideração os objetivos de Baz Luhrman, a história da Austrália vista pelos olhos de uma criança mestiça de ingleses com aborígenes tem toques mágicos e emociona diversas vezes.

Não se pode negar a beleza dos planos sequência e das câmeras generosas com os atores e suas interpretações um tanto quanto exageradas.

O carisma dos personagens e sua interação podem ser envolventes pra quem consegue superar toda a afetação.

Austrália se apresentou como uma homenagem ao país e uma tentativa de mostrar um pouco de sua história e beleza, da utilização de atores australianos como protagonistas a cangurus correndo em planícies há um cuidado extremo em relatar um romance com pano de fundo histórico.

Talvez o problema em seu fracasso seja exatamente a utilização de uma estética antiga aliada a uma longa duração, vivemos num tempo da estética recortada e da edição frenética. Esquecidos os problemas, prepare seu lenço (e xícara de café) e aproveite essa experiência exuberante e peculiar.



Pontos Altos: Ousadia, grandiosidade

Pontos Baixos: Longo demais e exagerado