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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Abismo do Medo (The Descent)

Diretor: Neil Marshall
Elenco: Shauna Macdonald, Natalie Mendoza, Alex Reid, Saskia Mulder, MyAnna Buring, Nora-Jane Noone
Ano: 2005
Gênero: Terror







Para os apreciadores do gênero do terror Abismo do Medo é um prato cheio... De sangue! Mas, além de muito xarope de milho Neil Marshall prova que não é necessário um grande orçamento para criar um filme tenso, assustador e envolvente.
Desde o seu começo ao mostrar como a protagonista Sarah perde a sua família num acidente de carro o diretor suspende o espectador que se segura à cadeira aguardando as próximas cenas sem conseguir se mover.
A trama é simples, mas completamente eficiente e claustrofóbica, um grupo de amigas organiza uma expedição a uma caverna para reintegrar Sarah a uma vida “normal” e logo no início da aventura se vêem presas após o desabamento da entrada principal.
O grupo de garotas amantes de esportes radicais então procura a todo custo uma saída do local e a tensão crescente acirra os ânimos, verdades são ditas e revelações perigosas transformam suas personalidades.
A caverna repleta de monstros se revela um plano de fundo e não a fonte do pavor crescente, as amigas ansiosas pela sobrevivência precisam abandonar qualquer ideal de unidade para tentar dar mais um passo até a superfície.
Neil Marshall alia elementos básicos que agradam os fãs do gênero, como a competição feminina e a luta delas pela sobrevivência, a supressão da docilidade feminina para possibilitar a agressividade necessária para sua sobrevivência, o que só não é o grande atrativo porque a tensão entre elas é incontestavelmente a maior fonte de tensão do filme.
Sangue, violência, rivalidade e traições tornam Abismo do Medo um filme absolutamente imperdível.

Pontos Altos: Sarah na piscininha de sangue, lutinha entre garotas, muitos sustos por todos os lados, monstros feios
Pontos Baixos: A interpretação científica/biológica de quem são os monstros feita por uma das personagens

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Grindhouse: Planet Terror

Diretor: Robert Rodriguez
Elenco: Freddy Rodríguez, Rose McGowan, Marley Shelton, Josh Brolin, Michael Biehn, Naveen Andrews, Michael Parks, Jerili Romeo, Bruce Willis
Ano: 2007
Gênero: Sangue






Planet Terror de Rodriguez faz parte do projeto Grindhouse iniciado por Tarantino (que dirigiu Death Proof), uma homenagem aos filmes B dos anos 70 que transbordavam sangue, sexo e humor.
Robert Rodriguez usa temas atuais como Bin Laden, armas químicas e indústria bélica como pano de fundo pra sua carnificina bem humorada.
Freddy Rodríguez juntamente com Rose McGowan formam o casal principal que bota pra quebrar com os zumbis.
As seqüências de ação são rápidas e espertas e muitas vezes engraçadas. Cherry se adaptando a sua condição de perneta rende ótimos momentos e quando sua perna recebe um implante de pé de mesa e mais tarde de metralhadora ela utiliza todas suas coreografias de go go dancer pra conseguir dar fim nos zumbis.
Os efeitos especiais estão na medida do nojento e do exagerado o que dá o tom necessário pra esse tipo de filme.
Planeta Terror é puro entretenimento e não deve ser visto como nada sério e também não tem o que pague ver a participação especial de Fergie sendo a primeira vítima das criaturas.


Opinião pessoal agora: Dois filmes do projeto Grindhouse já são mais do que suficientes.


Pontos Altos: A mãe com a mão anestesiada tentando dirigir, Fergie sendo comida, Participação especialíssima de Tarantino, Bruce Willis.
Pontos Baixos: Morte do menino total nonsense (assistam pra entender)

domingo, 20 de abril de 2008

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Diretor: Tim Burton
Elenco: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Timothy Spall, Sacha Baron Cohen, Jayne Wisener, Jamie Campbell Bower, Laura Michelle Kelly
Gênero: Musical






O musical começa com Benjamin Barker (Depp) retornando em um navio com um jovem marinheiro para Londres, cidade da qual foi deportado 15 anos atrás por um juiz que havia se interessado por sua esposa Lucy e que via como única forma de possuir aquela linda mulher utilizar-se de sua influência nos tribunais e mandar Benjamin pra casa do chapéu.
Depp retorna como Sweeney Todd e se dirige à sua antiga residência onde encontra Sra. Lovett uma viúva que ali possui uma loja de tortas que ninguém aparece pra comer uma fatiazinha.
Através da bem informada Sra. Lovett, Todd descobre que sua amada havia se envenenado e sua filha Johanna havia sido criada como filha-prisioneira do juiz Turpin. Neste ínterim o jovem marinheiro amigo de Todd vê Johanna através de uma janela e se apaixona.
Todd e Lovett acabam por se associar e os homens assassinados em sua barbearia viram recheios das tortas. A carne era cara mesmo e os gatos escassos e magros...
E o pequeno negócio de Lovett começa a crescer.
As interpretações são todas irretocáveis tais quais os figurinos e a fotografia que refletem o estado de espírito torturado do barbeiro.
Sobre a interpretação musical, seja lá qual foi o truque do estúdio, são ótimas letras e as performances vocais no mínimo razoáveis. Sendo destaque positivo Helena Bonham Carter (Sra Lovett) e o estreante Jamie Campbell Bower (Anthony Hope, o marinheiro in love).
Musicais não são pra qualquer um isso é um fato, mas quem aprecia o tom sombrio das obras de Burton e não se incomoda com cantorias o filme vale a pena ser visto.

Pontos Altos: Estética, interpretações e sangue jorrando pra todos os lados.
Pontos Baixos: Quase duas horas de cantoria?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Satan's Little Helper (vencedor da enquete)

Satan’s Little Helper (2004)

Diretor: Jeff Lieberman
Elenco: Alexander Brickel, Katheryn Winnick, Stephen Graham, Amanda Plummer, Wass Stevens, Joshua Annex
Gênero: Sangue





Falemos de um filme de horror trash para mostrar que nós temos gosto variado, afinal de contas eclético é um adjetivo que realmente temos medo.
Douggie é um garoto de 8 anos e obviamente um futuro boçal. É Halloween e há alguns dias o pai deste garoto comprou para ele o jogo que dá o nome ao filme, é um jogo bem mal feito no qual há o Satã e o seu ajudante que vão matando todo tipo de pessoas e ganhando pontos com isso.
O nosso ‘little helper’ fica viciado nesse game e sua mãe acaba incentivando o negócio todo fazendo uma fantasia de ajudante do capeta pro menino passar o Halloween. Douggie adora sua irmã Jenna que estuda fora da cidade e chega para passar esse ma-ra-vi-lho-so feriado com sua família e irmãozinho.
Mas nosso amiguinho fica muito bravo, pois ela traz consigo um namoradinho e Douggie no alto de sua estupidez acredita que irá casar com a própria irmã apesar de sua mãe explicar que isso é incesto.
Jenna chega com Alex seu namoradinho na residência e o rapaz é bem mal recebido pelo pequeno boçal, mas ele quer conquistar a garota e na tentativa de agradar o menino pensa que se vestir de Satã pode ser assim uma idéia brilhante de aproximação.
Douggie se irrita com tudo e todos e resolve dar um rolê pela pequena cidade que mesmo à luz do dia já está fantasiada e curtindo loucamente o feriado. Certeza que halloween diurno é mais barato pra filmar. No caminho ele flagra um homem fantasiado de coisa ruim com um terno/paletó/costume oversized - hoje em dia estaria no desfile do Hercovitch - e matando um cidadão e nosso pequeno garoto fica todo feliz, pois acha que encontrou o herói do seu jogo e logo oferece seus préstimos como ajudante.
Ao levar o psicopata fantasiado para casa, mãe e filha acham tudo muito lindo, pois acreditam que atrás daquela fantasia está Alex o namorado esforçado. Mal sabem elas que Douggie quer mesmo que seu amigo encapetado dê um fim no namorado que está pegando sua irmã.
Jenna acha muito legal tudo, e abraça o Satã que aproveitando a situação aperta os seios dela na frente do irmãozinho que acha tudo muito sensacional e faz jóia pro capeta. O Satã que não é bobo nem nada leva a garota pro quarto e no maior dos amassos levanta a saia da moça e faz um sexo oral básico de más-ca-ra, mas logo volta a ser violento e por sorte Douggie aparece e impede que uma tragédia aconteça. Imagina a concepção do bebê de Rosemary ou uma morte sangrenta né.
Douggie e Satã passeiam e o sangue corre solto e NINGUÉM impede. A cidade fica num caos completo e o Satã faz o que bem entende.
Basicamente é isso, mas vamos as “melhores” partes?


Cena 1: Satã ao entrar no porão da família cheira as calcinhas da mamãe.

Cena 2: Satã pega um gato esmaga na parede e escreve ‘BOO’ com o sangue do felino.

Cena 3: Satã e o garoto se cumprimentam com saudações nazistas.

Cena 4: Ao sair do mercado a dupla brinca de pontuar atropelando pessoas no estacionamento com o carrinho de compras, temos: grávida, carrinho de bebê e cego tudo no mesmo estacionamento que quando atingidos são arremessados muuuito longe.

Cena 5: Depois de invadir a casa de uma velha de andador e jogar a senhora longe o vaidoso Satã arruma suas madeixas em frente ao espelho.

Cena 6: O pai da família é assassinado brutalmente pelo Satã com uma facada na barriga que culmina na retirada do seu intestino que vira uma corda sanguinolenta amarrada numa cadeira pelo capeta.

Cena 7: Ao perceber que o Satã está fantasiado de Jesus, Douggie nosso querido protagonista grita: Jesus é Satanás! Jesus é Satanás!

Cena 8: Mãe vestida de Carmem Miranda (Ai que susto!) é enrolada em fita adesiva e fica andando como uma múmia pela festa de Halloween na companhia do sexy Satã.


Pontos Altos: Tudo é absurdo, bizarro, afetado e impossível.
Pontos Baixos: Satanás não mostra a face o que nos deixa morrendo de medo de sair de casa.