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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sunshine Cleaning

Diretor: Christine Jeffs
Elenco: Amy Adams, Emily Blunt, Alan Arkin, Steve Zahn, Mary Lynn Rajskub, Clifton Collins Jr., and Jason Spevack
Gênero: Drama/Comédia
Ano: 2009




Amy Adams e Emily Blunt são duas das melhores atrizes de sua geração, além do talento é inegável a semelhança no biotipo, o que permitiu em Sunshine Cleaning uma relação entre irmãs muito mais verossímil, inclusive no conflito necessário para a formação do laço fraterno.
Rose e Norah poderiam ter um futuro melhor como suas colegas de colégio, as circunstâncias, no entanto, as levaram à margem da sociedade e do futuro brilhante e fantástico que algumas de suas amigas propagandeiam ou realmente tem.
Sem um casamento ou um emprego decente, a mãe solteira Rose ansiosa para dar uma boa vida ao filho tenta a sorte num ramo de trabalho pouco explorado e convida sua irmã para auxiliá-la: a limpeza de cenas de crimes.
O trabalho sujo e pouco valorizado lhes proporciona vislumbrar melhores condições de vida. Em meio a corpos pútridos, fluidos, sangue e outros dejetos a antiga líder de torcida Rose parece ter encontrado uma tarefa que é capaz de realizar à sua maneira e adequada as necessidades dos seus clientes.
A comédia indie de humor negro, não tem a luminosidade de Pequena Miss Sunshine com quem guarda outras diversas semelhanças, contudo, o filme é capaz de deixar aquela sensação boa de que tudo pode dar certo ao final e que há espaço para diversidade e personalidade na luta pela felicidade.
Adams e Blunt são atrizes que devem ser acompanhadas. Chance única de encontrá-las num mesmo título.

Pontos Altos: Feel good movie, Blunt & Adams boas de comédia e drama
Pontos Baixos: Nada que valha a pena ser mencionado

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Psicopata Americano (American Psycho)

Diretor: Mary Harron
Elenco: Christian Bale, Willem Dafoe, Chlöe Sevigny, Reese Witherspoon, Samantha Mathis, Jared Leto, Steve Zahn, Guinevere Turner
Gênero: Drama/Terror
Ano: 2000




Psicopata Americano além de um trabalho de direção extremamente meticuloso é uma visão crítica de algumas das piores qualidades masculinas. O protagonista é um jovem executivo individualista, misógino, vaidoso, invejoso, narcisista, materialista e sem personalidade própria.
A violência hiperbólica do filme de Mary Harron é absurda e surreal, trata-se de uma sátira ao modo de vida dos yuppies do fim do século passado, há um desespero e um anseio em ser importante e diferente entre esses homens que não conseguem serem vistos como únicos.
É por isso que Patrick Bateman usa a violência como válvula de escape para sua frustração constante e arrebatadora.
Duas cenas básicas se repetem em Psicopata Americano e ambas são sobre vaidade e orgulho, os yuppies possuem duas obsessões pelas quais contantemente competem. Possuir o cartão mais fino e luxuoso e conseguir reservas nos melhores restaurantes, obviamente uma metáfora aos valores superficiais que festejam. A disputa, no entanto não os permite nem a diferenciação muito menos se tornar melhor que um ou outro por muito tempo.
O fetichismo representado pelo sexo e pela violência deste filme se revela como uma crítica aos homens, seus objetos e desejos. Uma desesperada tentativa de acabar com o vazio através de sexo, drogas, dinheiro e sangue.
Um trabalho de direção e atuação primoroso que merece ser apreciado com um roteiro bem conduzido com um desfecho sensacional e surpreendente.

Pontos Altos: Patrick ensangüentado e pelado correndo com uma serra elétrica atrás de uma prostituta, caracterização do psicopata e atuação vigorosa de Christian Bale
Pontos Baixos: Edição picotada em algumas cenas que ficaram incoerentes