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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A Mulher Invisível

Direção: Cláudio Torres

Elenco: Selton Mello, Luana Piovani, Maria Manoella, Vladimir Brichta, Fernanda Torres, Paulo Betti, Lúcio Mauro

Gênero: Comédia Romântica

Ano: 2009







Famosa pela qualidade das novelas a produção cultural de massa brasileira também já pode ser considerada um sucesso no gênero da comédia, tal quais as novelas os filmes que envolvem de alguma forma a Rede Globo de comunicação tem inquestionavelmente qualidade técnica e pouca inventividade, praticamente um pré-requisito do gênero.

Apesar de a maioria destes filmes terem um visual de especial da Globo o elenco e as situações tem uma grande competência em envolver e divertir o espectador que afinal de contas está ali sentado no cinema ou na sala para se divertir e não para refletir sobre a vida.

A Mulher Invisível aborda o universo masculino na travessia da desilusão amorosa, um pé na bunda pode ser curado por outra paixão e aqui tem um intervalo curioso onde uma mulher perfeita que não existe proporciona tudo que um homem gostaria, a imaginação é a solução para solidão.

Pedro é o homem desiludido que sofre dos delírios que constrangem seus amigos e Amanda a mulher ideal que habita o imaginário masculino: gosta de futebol, faxina e sexo.

Os personagens secundários não são bem desenvolvidos, porém ganham a cena quando aparecem, principalmente Fernanda Torres que apaga totalmente a personagem de Maria Manoella a vizinha que nutre uma paixão platônica pelo romântico Pedro, questão simples de talento na interpretação.

A Mulher Invisível é uma comédia simples com uma dose de fantástico e um desfecho um pouco inesperado, o grande sucesso de bilheteria é justificado pelo apelo popular de seu elenco e ganha muito em qualidade em relação a franquia de Se Eu Fosse Você.

A comédia é o blockbuster tupiniquim.


Pontos Altos: Selton Mello, Fernanda Torres e o estrabismo de Vladimir Brichta, final diferenciado

Pontos Baixos: Maria Manoella não convence

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Romance

Diretor: Guel Arraes
Elenco: Wagner Moura, Letícia Sabatella, Andrea Beltrão, José Wilker, Bruno Garcia, Tonico Pereira, Vladimir Brichta, Edmilson Barros, Marco Nanini
Gênero:
Ano: 2008




O esmero de Guel Arraes não é novidade, suas séries figuram entre as mais interessantes, belas e criativas produções televisivas da atualidade e este filme da Globo Filmes se diferencia de outros lançamentos nacionais justamente por contar com roteiro em parceria com Jorge Furtado e sua magnética direção.
Romance é uma comédia dramática que explora o universo teatral, o ponto de partida é a adaptação do clássico Tristão e Isolda que une artística e afetivamente um diretor/ator e uma promissora atriz, o equilíbrio quase perfeito da relação se perde quando Ana recebe um convite para atuar em novelas o que significa teatro mais cheio e muitos holofotes.
A consequente propaganda não é bem aceita por Afonso que considera a novela uma produção dramática de menor qualidade ao mesmo tempo em que sente um não assumido ciúme da crescente notoriedade de sua namorada.
Anos depois uma proposta de produção de uma série para televisão os une levando a novas situações dramáticas e cômicas principalmente pela participação de um excelente grupo de coadjuvantes.
A obra de Guel Arraes prima pelo visual e o humor, a fotografia belíssima e o deboche se completam de forma inusitada com a discussão sobre relações amorosas e a busca pelo sucesso profissional.
Elenco entrosado com a direção competente de Romance significa um filme agradável, bem humorado e quase que obrigatório.

Pontos Altos: Andrea Beltrão e Vladimir Brichta, produção com frescor criativo
Pontos Baixos: Super exposição de Wagner Moura