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Homem de Ferro (2008) foi o primeiro filme da Marvel Studios a chegar aos cinemas. Tony Stark, brilhantemente interpretado por Robert Downey Jr, abriu o espaço para que Os Vingadores se tornassem um extraordinário fenômeno de bilheteria.
O sucesso possibilitou à Marvel um projeto articulado de lançamento de outros heróis, cujas histórias caminham paralelamente, e que, em alguns momentos, se cruzam para o desfecho conjunto na saga Guerra Infinita em 2018 e 2019.
Homem-Formiga é, nos quadrinhos, um dos fundadores dos Vingadores e neste primeiro longa somos apresentados ao herói original e ao seu sucessor, interpretados por Michael Douglas e Paul Rudd.
A opção de apresentação pula grandes introduções e já começa em movimento. Um alívio pra muita gente que cansou de ver os pais de Bruce Wayne morrerem, só pra citar um clássico exemplo.
Homem-Formiga, ao lado de Guardiões da Galáxia, está no extremo oposto de filmes soturnos que se pretendem mais "realistas" e grandiosos, como o Batman de Cristopher Nolan e os X-Men mais recentes.
Investir no humor é naturalmente acertado; um herói "inseto" teria dificuldades em ser adaptado de outra forma.
Não seria errado dizer que o filme é menor e "tem cara de Sessão da Tarde". A definição, longe de ser uma crítica, sintetiza que a leveza, o absurdo e o humor são seus alicerces. Os trunfos e deslizes de Homem-Formiga estão nesses três aspectos. Isto se dá pelo heterogêneo elenco coadjuvante, que ora rouba (e muito) a cena, ora causa constrangimento pela sua artificialidade.
O carisma do "herói por acidente", efeitos especiais extremamente oportunos, a narrativa despretensiosa, mostram que a Marvel, definitivamente, aprendeu a explorar toda sua mitologia.
Pontos Altos: Michael Peña e seus flashbacks maravilhosos, o grandioso e bem explorado microuniverso, as interações com as formigas, o exagero do vilão Darren Cross, a graciosa filha do anti herói.
Pontos Baixos: Evangeline Lilly não convence em uma única cena.
