quinta-feira, 4 de junho de 2009

Anjos da Noite - Rebelião (Underworld : The Rise of the Lycans)

Diretor: Patrick Tatopoulos

Elenco: Michael Sheen, Rhona Mitra, Bill Nighy, Steven Mackintosh, Craig Parker, Tania Nolan

Gênero: Fantasia/Ação

Ano: 2009







Anjos da Noite – Rebelião, o terceiro filme da série representa não seu fim, mas a explicação da origem dos Lycans, criaturas híbridas de humanos e lobos criadas para servirem como escravos de vampiros aristocráticos.

Podendo ser visto como o primeiro da trilogia, somos apresentados aos detalhes do controverso romance do lycan Lucian e da vampira Sonja, o amor proibido é a base para grandiosas cenas de ação e dos usuais efeitos visuais e sonoros especialmente bem feitos e eloquentes.

A franquia Underworld surgiu para preencher a ausência da representação destes tipos de personagens que tanto são abordados no mundo do Role Playing Game ou RPG para os já iniciados, no cinema.

Michael Sheen e Bill Nighy fornecem boas interpretações para um universo extremamente inverossímil que tanto faz a cabeça dos nerds mais fervorosos. A ação nada mais é que um entretenimento descompromissado que não representa nenhum marco positivo ou negativo para o gênero.

Pra quem se interessa pelo universo dos vampiros e lobisomens Anjos da Noite – Rebelião não surpreende tampouco decepciona.



Pontos Altos: Bill Nighy (imortal), Efeitos especiais

Pontos Baixos: Personagens rasos, vampiros aristocráticos (?!?!?!?)

A Mulher Sem Cabeça (La Mujer Sin Cabeza/La Mujer Rubia)

Diretor: Lucrecia Martel

Elenco: Inés Efron, María Vaner, María Onetto, Claudia Cantero, Pía Uribelarrea, Daniel Genoud, César Bordón

Gênero: Drama

Ano: 2008









A cineasta argentina Lucrecia Martel se consolida num cenário mundial cinematográfico com uma identidade própria e um modo peculiar de narrar uma história, não à toa seus filmes tem chamado a atenção de críticos e personalidades de peso como Pedro Almodóvar.

O título surrealista deste filme acompanha um roteiro que nos absorve no universo em suspensão de Veronica, uma dentista de meia idade que após um momento de distração numa rodovia se consome pela dúvida e a culpa por ter atropelado algo ou alguém.

Passado o incidente a protagonista silenciosamente mergulha num estado de inação que incrivelmente se passa desapercebido por todos ao seu redor que continuam a tratá-la como se ela estivesse efetivamente “presente” .

A perda da identidade de Veronica é tão perturbadora quanto os enquadramentos, imagens desfocadas e figuras de linguagem utilizadas por Lucrecia Martel. A crise de consciência resultado de um possível, porém improvável, caso de assassinato e omissão retira de Vero (apelido da personagem) a sua auto-confiança, também abalada por não lhe darem a devida credibilidade que acredita merecer ao declarar aos mais próximos ter cometido um crime.

Ignorada e desacreditada Vero através de seus contatos parte em busca de informações sobre o incidente e nada descobre, o que pode significar sua inocência é o suficiente para lhe motivar a retomar o controle de sua rotina e vida.

A Mulher Sem Cabeça não resolve propositadamente todos seus conflitos e mistérios e nos faz sentir na pele da personagem, o que ocorre por estarmos tão envolvidos pela dúvida e falta de clareza do fatídico evento que apresenta tantos elementos que podem significar inocência ou culpa e culminam num descontrole emocional que ultrapassa uma culpa concreta.

A classe média argentina perde a sua cabeça e você também.


Pontos Altos: Enquadramentos, figuras de linguagem, identidade em crise, não há redenção

Pontos Baixos: Coadjuvantes desconexos