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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Operação Valquíria (Valkyrie)

Diretor: Bryan Singer

Elenco: Tom Cruise, Carice van Houten, Bill Nighy, Terence Stamp, Kenneth Branagh, Thomas Kretschmann, Tom Wilkinson, Eddie Izzard, Stephen Fry

Gênero: Drama/Suspense

Ano: 2008







Suspense histórico não tem elemento surpresa. A afirmação por mais óbvia que seja é necessária para que se enxergue Operação Valquíria como um thriller não convencional.

Diversas foram as tentativas de eliminar um dos maiores tiranos conhecidos de nossa história. Operação Valquíria trata da última delas, o nome que não foi criado pelos envolvidos já existia, se tratava de um plano de contingência contra tentativas de ataque bem sucedidas à liderança nazista.

Na reedição do plano, militares descontentes com o governo de Hitler se organizam para eliminar através de um golpe a liderança nazista e tentar estabelecer uma nova ordem antes da derrota diante a ameaça iminente dos Aliados.

Divididos entre a desaprovação dos caminhos escolhidos pelo Führer e o desejo de negociar uma trégua antes de uma derrota estes homens desenvolvem uma conspiração extremamente detalhista com o assassinato de Hitler e a tomada do poder.

A interpretação glacial de Tom Cruise se mostra adequada pelo contexto, a extensão do comportamento no ambiente familiar, no entanto, é artificial e prejudica a identificação com o espectador e o “herói” alemão.

Bryan Singer não é afeito do sentimentalismo de Spielberg e sua reconstituição do período só não é mais perfeita devido à utilização do inglês como a língua do filme (americanos sabidamente não reconhecem legendas), felizmente tanto o elenco como a direção de arte são absolutamente bem escolhidos e executados e a obra pode ser definida como correta, o thriller funciona bem e o suspense sobre o destino dos personagens é bem encaminhado.

Dá pra viver sem, mas não é de todo ruim.


Pontos Altos: Tom Wilkinson, Kenneth Branagh, direção de arte

Pontos Baixos: Núcleo familiar gélido e desperdício do talento de Carice van Houten

quinta-feira, 12 de março de 2009

Rede de Mentiras (Body of Lies)

Diretor: Ridley Scott

Elenco: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe, Mark Strong, Vince Colosimo, Carice van Houten, Ali Suliman, Ben Youcef, Michael Gaston

Gênero: Ação/Drama

Ano: 2008








Não há nenhuma novidade na abordagem sobre a ação americana no Oriente Médio em Rede de Mentiras: agentes infiltrados que plantam provas pra alcançar seus objetivos, agências de segurança que não sabem exatamente com o que estão lidando, explosões, tiroteios, tortura, mal entendidos e um pouco de romance impossível pra arrematar a fórmula.

Ridley Scott é um diretor competente e isso não se discute, porém este último filme abusa das redes, informações, personagens, alianças e traições. Tudo isso poderia ser traduzido em ação frenética e um roteiro dinâmico, mas aos poucos a ação de Rede de Mentiras e todo seu intrincado roteiro se tornam enfadonhos proporcionando deliciosos cochilos, ao despertar você notará que nada mudou e irá continuar assistindo.

Recuperado de seu sono induzido é possível apreciar a interpretação de uma visão crítica de um agente da CIA que nos é oferecida por Russel Crowe, um homem de palavras, arrogância e soluções precipitadas que insiste em colocar seu agente de campo nas piores situações.

Do outro lado Leonardo DiCaprio repete a fórmula Bourne de ação ao dar vida a um anti-herói que aparentemente sabe com que está lidando e não subestima seu inimigo, fora sua metodologia duvidosa ele acredita no seu trabalho e tem um bom coração.

Rede de Mentiras é mais um filme da extensa lista cinematográfica de críticas a ocupação, invasão e destruição do Iraque apesar de se passar na Jordânia, a indiscutível péssima idéia americana se não trouxe vantagens para ninguém pelo menos rendeu muito ao cinema.

Preparado para mais um filme desses?


Pontos Altos: Russel Crowe, cenas de imagens de satélite bem interessantes

Pontos Baixos: Duas horas que parecem três, tema saturado

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A Espiã (Black Book/Zwartboek)

Diretor: Paul Verhoeven
Elenco
: Carice van Houten, Sebastian Koch, Thom Hoffman, Halina Reijn, Waldemar Kobus, Derek de Lint, Christian Berkel, Dolf de Vries, Peter Blok
Ano: 2006
Gênero: Guerra





Durante a Segunda Guerra Mundial acompanhamos a investida nazista na Holanda e as tentativas de sobrevivência e resistência dos judeus que ali viviam.
A atriz Carice Van Houten interpreta uma cantora que após sobreviver as piores situações e desgraças pessoais se infiltra na patrulha alemã disfarçada e se envolve com um importante oficial.
A Espiã trata essencialmente do instinto de sobrevivência humano em um período de extremos, além disso, retrata os horrores da época e principalmente a emocionante vida dupla de Rachel/ Ellis De Vries que garante momentos extremamente tocantes carregados de clímax e anti-clímax.
O questionamento das diferenças entre certo e errado e visualizar a ambigüidade das personalidades e a dificuldade de preservar ou esconder uma identidade. Até onde é possível viver uma vida dupla e não se contaminar. Estas são discussões que são perpassadas por todo o roteiro.
Sob o nome falso de Ellis de Vries a cantora judia impressiona a todos e vive uma reviravolta atrás da outra e sobrevive a todas. E isso não é segredo, pois o filme começa com um encontro e a história é sobre o passado desta personagem.
O diretor holandês Paul Verhoeven transforma um tema mais do que batido numa trama inteligente, repleta de tensão que ultrapassa a barreira do entretenimento trazendo muita reflexão.

Pontos Altos: A espiã fica loira em todos os seus cabelos pra passar por não-judia, toneladas de cenas de ação, perseguições emocionantes, crises de consciência, muito clímax e anti-clímax
Pontos Baixos: Não tem