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sábado, 19 de dezembro de 2009

Do Começo ao Fim

Diretor: Aluisio Abranches

Elenco: Rafael Cardoso, João Gabriel Vasconcellos, Fábio Assunção, Júlia Lemmertz, Gabriel Kaufmann, Jean Pierre Noher, Louise Cardoso

Gênero: Drama

Ano: 2009







Do Começo ao Fim teve seu trailer distribuído há muitos meses, a exibição dos parcos minutos foi suficiente pra gerar grande expectativa sobre a história de amor entre dois belos rapazes filhos de uma mesma mãe, o teaser trailer era bem editado, polêmico e interessante.

Terminada a espera a exibição do produto final não tem o mesmo viés, a bela fotografia, os cenários e os garotos estão mais para um editorial de moda que para um filme dramático e questionador.

É sabido que o incesto é uma das proibições fundamentais da sociedade humana, sobre ele não há mais que uma linha de diálogo em Do Começo ao Fim, tudo é muito natural, aceitável e até mesmo incentivado.

Do Começo ao Fim, tem sim um começo quando inicia a relação muito afetuosa dos meninos, mas o meio que seria o principal momento não existe, não sabemos em que momento os próprios garotos ou rapazes mais tarde, percebem ou resolvem erotizar sua relação e como isso se dá e de que forma são afetados pelas influências externas.

Aluisio Abranches foge da polêmica ao naturalizar em excesso um tema que mesmo incompleto seria passível de se transformar num filme de alguma forma inovador em seu conteúdo, e o cinema já foi utilizado muitas vezes para questionar dogmas.

Sem meio e fim, a história de amor entre irmãos exagera na linguagem teatral em seus diálogos e cenas metafóricas além de se esquivar de conflitos em todo seu decorrer, não é necessário ser homossexual ou amar romanticamente o irmão para se ter conflitos, mas aqui nada é suficiente para que ocorra um excesso ou uma pequena demonstração de humanidade de um personagem.

Num mundo em que a sujeira e o caos imperam a fotografia iluminada, a decoração requintada e a beleza exagerada de Do Começo Ao Fim transformam o filme num descartável comercial de leite em pó de 0% de gordura.


Pontos Altos: Tomás na festinha argentina com suas piadinhas, ator estrábico também é galã

Pontos Baixos: Ausência de conflito, pouco humano, editorial de moda sem roteiro, Louise Cardoso morre no filme?

sábado, 5 de julho de 2008

Meu Nome Não é Johnny

Diretor: Mauro Lima
Elenco: Selton Mello, Cléo Pires, Júlia Lemmertz, Cássia Kiss, André de Biase, Rafaela Mandelli, Eva Todor, Luis Miranda
Ano: 2008
Gênero: Drama





Grande sucesso dos cinemas brasileiros Meu Nome Não é Johnny apóia-se no talento de Selton Mello e ao fato de ser uma história real e sobre tráfico de drogas.
A produção é bem cuidada, mas nem todos os atores convencem o que traz uma atmosfera irreal à trama.
João Estrela é o famoso garoto bom que vai pro mau caminho porque não recebe atenção dos pais, parece clichê, soa enfadonho, mas baseia-se numa história verídica. João é uma vítima da família moderna e nós somos vítimas da falta de roteiros originais no cinema brasileiro.
Meu Nome Não é Johnny é um drama, mas apela 85% do tempo total aos talentos humorísticos de Selton Mello que mal dirigido nos faz pensar que estamos assistindo “Os Normais”.
Cléo Pires é péssima como sempre.
Mauro Lima não consegue definir o tom dramático necessário ao filme imprimindo ao protagonista um estigma de adorável anti-herói descartando até outros tipos de abordagens psicológicas possivelmente mais interessantes.
Moral da história: Só pobre fica na cadeia.

Pontos Altos: Selton Mello, Eva Todor como a dona da ambrósia
Pontos Baixos
: Atores nível Malhação, comédia que deveria ser drama, Cássia Kiss (my ass)