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sábado, 5 de julho de 2008

Meu Nome Não é Johnny

Diretor: Mauro Lima
Elenco: Selton Mello, Cléo Pires, Júlia Lemmertz, Cássia Kiss, André de Biase, Rafaela Mandelli, Eva Todor, Luis Miranda
Ano: 2008
Gênero: Drama





Grande sucesso dos cinemas brasileiros Meu Nome Não é Johnny apóia-se no talento de Selton Mello e ao fato de ser uma história real e sobre tráfico de drogas.
A produção é bem cuidada, mas nem todos os atores convencem o que traz uma atmosfera irreal à trama.
João Estrela é o famoso garoto bom que vai pro mau caminho porque não recebe atenção dos pais, parece clichê, soa enfadonho, mas baseia-se numa história verídica. João é uma vítima da família moderna e nós somos vítimas da falta de roteiros originais no cinema brasileiro.
Meu Nome Não é Johnny é um drama, mas apela 85% do tempo total aos talentos humorísticos de Selton Mello que mal dirigido nos faz pensar que estamos assistindo “Os Normais”.
Cléo Pires é péssima como sempre.
Mauro Lima não consegue definir o tom dramático necessário ao filme imprimindo ao protagonista um estigma de adorável anti-herói descartando até outros tipos de abordagens psicológicas possivelmente mais interessantes.
Moral da história: Só pobre fica na cadeia.

Pontos Altos: Selton Mello, Eva Todor como a dona da ambrósia
Pontos Baixos
: Atores nível Malhação, comédia que deveria ser drama, Cássia Kiss (my ass)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Casa de Areia e Névoa (House of Sand and Fog)

Diretor: Vadim Perelman
Elenco
: Jennifer Connelly, Ben Kingsley, Ron Eldard, Shohreh Aghdashloo, Frances Fisher, Kia Jam, Navi Rawat
Ano: 2003
Gênero: Drama






Dois indivíduos que possuem estilos de vida distintos, mas que compartilham uma ligação extremamente forte com uma mesma casa.
Kathy (Jennifer Connely) é uma jovem que foi abandonada pelo marido há alguns meses e que se entrega a depressão não saindo de casa (mais precisamente da cama).
Massoud Amir Behrani (Ben Kingsley) imigrante militar que é expulso do Irã após complicações tenta manter o nível de vida de sua família em seu país de origem trabalhando em dois subempregos.
Os destinos se convergem quando Kathy é despejada do seu apartamento devido a um engano da prefeitura que a cobrou indevidamente por um imposto. A casa é colocada a venda pela prefeitura e antes que Kathy consiga tomar alguma providência o iraniano Behrani compra a casa por um quarto do valor de mercado.
O conflito se inicia com o desejo de Kathy reaver a casa herdada de seu pai e Behrani desejando receber o valor de mercado pela casa para desta forma conseguir resolver grande parte de seus problemas financeiros.
A desequilibrada Kathy com o apoio de um policial que a despejou com o qual acaba se envolvendo tenta lutar pela casa (sua derradeira referência), enquanto isso Behrani se apega ao imóvel na esperança de consolidar o mínimo de dignidade para sua família no futuro. Nenhuma das partes pretende onerar a outra, porém não desistem de conseguir o que desejam o que causaria o prejuízo do outro.
Os conflitos se intensificam, atitudes desesperadas são tomadas e temos um desses finais avassaladores, violentos e marcantes.
A casa em questão tem significados diferentes para os personagens, mas de alguma forma perdê-la ou não é uma questão de sobrevivência e não há acordo quando chegamos a esses termos.
O desespero de ambos é tanto que não há como se identificar ou torcer por uma das partes.


Pontos Altos: elenco exato, ver iranianos num filme americano
Pontos Baixos: Connely apesar de acabada e bêbada está sempre (muito) linda