Mostrando postagens com marcador Juliette Binoche. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Juliette Binoche. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A Insustentável Leveza do Ser (The Unbearable Lightness of Being)

Diretor: Philip Kaufman

Elenco: Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche, Lena Olin, Derek de Lint, Erland Josephson, Donald Moffat, Daniel Olbrychski, Stellan Skarsgård

Gênero: Drama

Ano: 1988







Passado no final da década de 60, o romance adaptado da obra clássica de Milan Kundera mistura sensualidade, arte e política. Inicialmente ambientado em Praga na antiga Tchecoslováquia local cuja tranquilidade se vê abalada após a sangrenta invasão russa que viria a ser relembrada como a “Primavera de Praga”.

O médico cirurgião e mulherengo Tomas nunca se envolveu afetivamente com uma mulher até conhecer a jovem Teresa, acostumado a tratar o sexo feminino apenas como objeto sexual Tomas se afeiçoa pela carência e dependência da garota que pouco tempo após seu primeiro encontro se muda para seu apartamento.

Paralelamente ele mantem um curioso relacionamento de quase igualdade de valores com uma artista plástica que o conhece como poucos chamada Sabina, mulher de personalidade forte com quem permanece em contato por um grande período.

Lutando entre o ciúme e o amor pelo jovem médico Teresa começa a crescer como mulher e seus sentimentos em relação ao seu protetor se tornam extremamente contraditórios.

Após o início do conflito na Tchecoslováquia o casal parte para Genebra esperando uma vida mais tranquila e apolítica.

A insustentável leveza do ser pode ser avaliado como um filme sensual nos moldes do cinema europeu, o fato é que a obra original é muito mais do que sexo em detalhes, o texto de Kundera é erótico e ácido, há uma crítica de costumes muito bem descrita e as dúvidas e necessidades humanas são tratadas de forma completamente honesta e inteligente.

Descolado da obra pela qual foi baseado o filme tem suas qualidades, especialmente o trio de atores cujo peso dramático é incontestável, no entanto, a comparação é inevitável e dela o saldo não é muito positivo.

Se a preguiça for muito grande para ler o clássico é imprescindível saber que o filme não retrata a brilhante complexidade de Kundera.


Pontos Altos: Trio de atores protagonistas

Pontos Baixos: Muitos detalhes importantes para entender as relações foram suprimidos nesta adaptação

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Paris


Diretor: Cédric Klapisch
Elenco: Juliette Binoche, Romain Duris, Fabrice Luchini, Albert Dupontel, Fraçois Cluzet, Karin Viard, Maurice Bénichou
Gênero: Comédia/Drama
Ano: 2008






Romain Duris (sempre em Paris) interpreta Pierre, um dançarino profissional que descobre ser portador de um grave problema no coração que começa a olhar a cidade com outros olhos, seja da janela de seu prédio ou nas ruas da Cidade Luz as pessoas com que se depara e que normalmente não teriam nada para lhe acrescentar se mostram belas, singulares, complexas e cheias de vida.
Paris é um retrato de uma grande cidade através do cotidiano de personagens dos mais variados tipos, uma estudante, um professor, vendedores de feira, imigrantes ilegais. Pessoas diferentes que em certo ponto se cruzam, convivem e que possuem suas vidas e seus próprios dilemas.
O usual glamour de Paris é quebrado com algumas cenas em Camarões onde parentes de imigrantes que vivem em Paris recebem os belos cartões-postais da cidade e sonham em ter uma vida melhor na Europa. Esta inserção se demonstraria ousada numa comédia-dramática, mas essa diversidade não é aprofundada em Paris o que revela certo temor de Cédric Klapisch em realizar um filme demasiadamente político, preferindo focalizar seu roteiro em relações afetivas, amorosas e cenários mais agradáveis e bucólicos.
A relação de Pierre com sua irmã mais velha Élise interpretada pela magnífica Juliette Binoche rende ótimos momentos no filme, a atriz, na verdade, consegue roubar todas as cenas em que aparece, exibindo uma graciosidade e um humor espontâneo luminoso.
A complexidade de alguns personagens é oposta a mera superficialidade de outros, e revela que talvez todas aquelas histórias sejam fruto da imaginação de Pierre, o adoentado jovem que pode ou não sobreviver a um transplante cardíaco.
Cédric Klapisch que escreveu e dirigiu Paris optou por fazer um panorama leve, mas que se pretende mais abrangente do que a maioria dos filmes franceses que se limitam ao retratar o tema “Amor em Paris”.
Com uma ótima intenção, fotografia bela e um drama ameno o diretor consegue realizar um filme agradável e despretensioso.

Pontos Altos: O strip-tease de Élise, a festinha na casa de Pierre, a visita das moças no frigorífico, fotografia
Pontos Baixos: Falta de ousadia

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada (Dan In Real Life)

Diretor: Peter Hedges
Elenco: Steve Carell, Juliette Binoche, Dane Cook, Norbert Leo Butz, John Mahoney, Dianne Wiest, Emily Blunt, Amy Ryan
Gênero: Comédia Romântica
Ano: 2007







Steve Carell é um excelente ator dramático e excepcional comediante, Juliette Binoche conhecidamente grande atriz dramática surpreende em Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada atuando de forma graciosa numa parceria irresistível com Carell.
Dan, interpretado pelo protagonista, é um viúvo pai de três meninas de diferentes idades que escreve uma coluna de sucesso sobre a melhor maneira de lidar com problemas familiares e viver da forma mais politicamente correta possível.
Em um fim de semana ele e suas filhas viajam para passar um período com os avôs, tios, primos e todos os parentes possíveis numa casa de campo.
Aconselhado por sua mãe, Dan vai até a cidade e visita uma livraria onde se encontra com Marie, uma desconhecida com que passa horas e horas numa conversa sobre toda sua vida com muitos toques de humor.
O que parece o início de uma história de amor que o resgatará de anos de uma vida sem relacionamentos amorosos se transforma numa situação constrangedora quando Dan descobre que a nova namorada de seu apaixonado irmão era a mesma mulher que havia se conectado de forma incrível. E o seu embaraço é o nosso divertimento.
O roteiro não é um ponto forte de Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada, felizmente os personagens encantadores e as situações inusitadas e engraçadas compensam fazendo com que esta seja uma comédia romântica extremamente agradável de ser assistida com atores interpretando de uma forma tão espontânea que parecem existir de fato.
Humor de qualidade + Romance maduro = diversão garantida.

Pontos Altos: Ótima química entre Steve Carell e Juliette Binoche, a família peculiar e as filhas de Dan, bons e ótimos atores
Pontos Baixos: Roteiro fraco