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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Rocknrolla - A Grande Roubada (Rocknrolla)

Diretor: Guy Ritchie

Elenco: Gerard Butler, Gemma Arterton, Jamie Campbell Bower, Jeremy Piven, Thandie Newton, Tom Wilkinson, Mark Strong, Idris Elba, Ludacris, Tom Hardy

Gênero: Ação

Ano: 2008







Rocknrolla é o aguardado retorno a boa forma de Guy Ritchie, e por isso entenda-se a volta ao tema em que foi reverenciado, o universo britânico do crime com uma dose balanceada de humor.

Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes o seu melhor título até hoje é a fonte inspiradora para este filme de ação recheado de efeitos especiais espertos, tomadas de câmera criativas, personagens carismáticos, traições, uso de drogas e excelente trilha sonora.

Guy Ritchie possui uma grande familiaridade com o tema e o desenvolve de maneira bem humorada o que inevitavelmente resulta num filme razoavelmente interessante e divertido, mas aparentemente a ousadia na forma não supera a repetição de conteúdo e Rocknrolla é apenas uma cópia pouco atualizada de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch.

Apesar do caráter genérico de seu filme o retorno pode demonstrar uma redefinição na controversa carreira do diretor. Consideremos que um retorno com mais do mesmo pode ser melhor que um fracasso retumbante.

O roteiro que não envolve até é superado em alguns momentos pelas interpretações extremamente magnéticas do jovem Mark Strong e do tarimbado Tom Wilkinson. O elenco afinado desenvolve com espontaneidade o clima de história em quadrinhos da película que deve agradar aos fãs de Ritchie.

Aguardemos o próximo filme na esperança da mudança.

Hey Mr Ritchie, please change the record!



Pontos Altos: Os capangas russos imortais, as gracinhas do Handsome Bob, cenas boas de porrada

Pontos Baixos: O inferno é a repetição

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ritmo de um Sonho (Hustle and Flow)

Diretor: Craig Brewer

Elenco: Terrence Howard, Anthony Anderson, Taryn Manning, Taraji P. Henson, Paula Jai Parker, Elise Neal, DJ Qualls, Ludacris, Isaac Hayes

Gênero: Musical/Drama

Ano: 2005








Se você é uma das pessoas que torcem o nariz para os clipes de rappers americanos Ritmo de um Sonho pode sim ser tão interessante quanto seria para os apreciadores deste gênero musical.

Terrence Howard (Crash – No Limite) interpreta Djay um cafetão e traficante que busca a superação da origem pobre e violenta através de seu talento musical.

Craig Brewer traça um retrato sincero e sem grandes rodeios da vida de pessoas marginalizadas pela sociedade. O esperançoso e truculento Djay é apresentado como um produto do meio e se apega a isso para alcançar seus objetivos.

A relação com suas prostitutas é ambígua e extremamente interessante. Há uma co-dependência entre aquelas mulheres e seu cafetão, uma figura protetora afetuosa e igualmente exploradora e autoritária.

A necessidade fundamentadora da relação entre as partes ultrapassa a questão da sobrevivência e opera num nível emocional que tanto os auxilia na vivência da dura realidade em que estão quanto gera transformações em todos quando a música começa a ser composta e o sonho de todos os envolvidos começa a se tornar realidade mesmo que indiretamente.

Algumas feministas poderiam ver Ritmo de Um Sonho como um justificador da desigualdade entre homens e mulheres, um fato que não preocupou o diretor e que parece ser um sintoma de uma realidade, mas que deve ser considerado um problema quando tais artistas depois de famosos colocam as mulheres para dançar em seus clipes com closes ginecológicos sem real necessidade, o filme, no entanto, não reduz as mulheres por suas profissões e humaniza essa categoria de trabalhadoras.

Ritmo de um Sonho é apenas um filme sobre uma paixão e um sonho numa embalagem que não estamos acostumados.


Pontos Altos: A música deles é pegajosa, Djay descobre o amor de forma emocionante

Pontos Baixos: Mulheres sem autonomia nenhuma

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Max Payne

Diretor: John Moore
Elenco: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Ludacris, Donal Logue, Chris O'Donnell, Nelly Furtado, Olga Kurylenko
Gênero: Ação
Ano: 2008







É possível fazer um filme bom com um roteiro ruim? E um filme ruim com um bom roteiro? Obviamente as duas perguntas têm a mesma resposta e o que evita o adjetivo “ruim” é a direção, um bom profissional consegue tirar boas idéias do pior roteiro e transformar algo sem muito potencial numa experiência no mínimo divertida.
Max Payne é um filme ruim por todo conjunto de elementos possíveis e imagináveis, mas se a culpa é de alguém John Moore é esta pessoa. A boa fotografia não consegue se destacar mais que as fracas e caricatas interpretações dos atores do filme, o ritmo rápido e didático com que o roteiro se desenvolve é infantil e irritante trazendo a ausência absoluta de emoção.
É impossível suportar Max Payne e aceitar o anti-herói que perdeu a família num assassinato sem solução. Se o mínimo esperado é ótimos efeitos especiais e visuais correspondentes aos fantásticos cenários dos videogames, o que vemos é a versão pobre de uma mistura de Matrix, Sin City e Constantine.
Assistir Max Payne é um exercício de memória onde o espectador visualiza mentalmente diversos filmes de ação muito melhores onde no mínimo conseguiram “desligar o cérebro” e se divertir por uma hora e meia.

Pontos Altos: Max Payne fugindo dos tiros num rio congelado, Natasha a vagabunda russa tentando rir, andar e vestir sua roupa ao mesmo tempo e não conseguir de primeira (e ninguém refazer a cena)
Pontos Baixos: Tomb Raider é melhor, precisa dizer mais?