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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Controle Absoluto (Eagle Eye)

Diretor: D.J. Caruso
Elenco: Shia LaBeouf, Michelle Monaghan, Rosario Dawson, Billy Bob Thornton, Ethan Embry, William Sadler, Eric Christian Olsen
Gênero: Ação
Ano: 2008







Controle Absoluto é um sucesso de bilheteria porque filmes de ação usualmente têm público garantido, talvez seja essa a única explicação para a bilheteria tão expressiva de um filme que não inova em absolutamente nada e aborda o já aborrecido tema do (cyber) terrorismo.
D.J. Caruso já havia trabalhado com Shia LaBeouf em Paranóia, a bola da vez das produções de ação, filme esse que vem sendo acusado de plágio deslavado de Janela Indiscreta de Hitchcock. É desnecessário dizer que Caruso não é Hitchcock tampouco Steven Spielberg e isso é algo evidente em seus filmes.
Controle Absoluto bebe da fonte de filmes como 2001 - Uma Odisséia no Espaço, Minority Report e a Trilogia Bourne, tais películas além de serem ousadas e criativas, de alguma forma tiveram um “elemento surpresa” e não se pode dizer o mesmo do filme de D.J Caruso.
A história de Controle Absoluto é absurda, seus personagens não têm personalidade, clichês são utilizados sem distinção e as próprias cenas de ação carecem de uma direção mais eficiente para transmitir emoção.
Apesar de suas falhas de roteiro, o filme possui algumas cenas de ação interessantes e o carisma de Shia consegue arrancar algumas risadas da platéia, o talento do rapaz em interpretar sempre o mesmo papel é absolutamente inegável, e neste caso em dose dupla já que interpreta gêmeos.
Se a pauta da crise econômica é mais assustadora que um atentado terrorista nada melhor que explorar um pouco mais o eterno temor ou quem sabe o desejo inconsciente de visualizar a destruição dos símbolos de poder e patriotismo norte-americano. Hollywood está sempre feliz em atender aos desejos e lucrar com isso.

Pontos Altos: Química da dupla central, cenas de ação fantásticas
Pontos Baixos: Roteiro ruim, cenas de perseguição automobilística confusas, exagero do exagero, história com gêmeos idênticos e personalidades absolutamente distintas? Exato! menos original impossível

sábado, 21 de junho de 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Diretor: Steven Spielberg
Elenco
: Harrison Ford, Karen Allen, Cate Blanchett, Shia LaBeouf, Jim Broadbent, Alan Dale, Andrew Divoff, Pavel Lychnikoff, Joel Stoffer, Igor Jijikine
Ano: 2008
Gênero: Aventura





Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal foi lançado dezenove anos depois do último filme da trilogia, Harrison Ford manteve o carisma do querido herói arqueólogo o que já nos garante metade da diversão.
Esta aventura possui muito dos elementos que cativaram espectadores por tantos anos, mas o objetivo óbvio é encher os bolsos de George Lucas (roteirista) e Spielberg, nostalgia que faz dinheiro e que nos diverte.
Todos já leram algo a respeito do filme, os fãs da trilogia original irão com toda certeza assistir e gostar de grande parte do filme. Mas ele é repleto de falhas, coisas que não precisavam ser assim e que o fã mais fiel ficará triste, o roteiro não ajuda, mas os personagens são maiores que o roteiro.
As seqüências de ação não perderam a identidade original, tal como as piadas e o humor característico da série.
Os efeitos especiais, no entanto, além de serem centrais demais no roteiro (vide o final que um personagem vira glitter cósmico perante outros) não foram bem executados e causam embaraço.
Mas a química de Shia e Harrison funcionou e prevemos mais seqüências do universo Jones.
O envelhecimento evidente de Harrison além de não ser ignorado se tornou um motivo de piada e foi bem utilizado.
Sessão da Tarde.


Pontos Altos: Cena da areia movediça, perseguição da moto, Cate Blanchett com sotaque ucraniano, geladeira voando, corrida da escada
Pontos Baixos: Toupeiras (diretamente do Dr. DoLittle), Shia LaBeouf balançando de cipó em cipó num misto de Tarzan e Homem Aranha, personagem no final virando glitter cósmico, formigas carnívoras diretamente de Caminhos do Coração da Record.