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quinta-feira, 11 de junho de 2009

O Homem Elefante (Elephant Man)

Diretor: David Lynch

Elenco: Anthony Hopkins, John Hurt, Anne Bancroft, John Gielgud, Wendy Hiller

Gênero: Drama

Ano: 1980







“Eu não sou um animal, sou um ser humano!” a frase proclamada por John Merrick, o Homem Elefante, tem um impacto tão grande quanto o som de uma arma disparada para o alto neste clássico de David Lynch.

Com muita classe, o controverso diretor, conta a tocante história de um homem acometido por graves deformações e doenças congênitas tão terríveis que não só lhe causam sofrimento físico, mas principalmente o relega a categoria de uma pessoa de segunda classe, um personagem de circo, um animal exótico a ser exposto para um público que se regozija com o suplício alheio e a evidente diferenciação social que uma estética monstruosa tem o poder de condenar.

O destino de Merrick muda quando é encontrado por um ambicioso e promissor cirurgião médico interpretado por Anthony Hopkins, de animal de circo para exemplo de anomalia genética o seu tratamento social começa a mudar e uma radical guinada acontece quando seu médico percebe que o Homem Elefante consegue falar, é sensível, educado e inteligente, o que atrai a atenção de diversas figuras públicas e pessoas da sociedade que ficam ansiosas por conhecer o monstro refinado.

Se por um lado, é até reconfortante imaginar que um homem deformado não possui consciência do que vive, saber que ao contrário o homem é sensível torna o sofrimento, maus tratos e o preconceito sofridos por ele muito mais poderosos. O Homem Elefante não é uma criatura e sim um homem.

David Lynch através de um caso específico revela o que há de monstruoso, cruel e assustador numa sociedade de traços perfeitos, o “diferente” e desconhecido não tem voz a não ser que lhe seja concedida, não tem direitos próprios ao menos que alguém o defenda e não merece a dignidade de um tratamento por ser “incurável”.

O Homem Elefante é um filme sensível e emocionante. David Lynch em grande estilo.


Pontos Altos: John tomando chá com a sociedade, a perseguição na estação de trem, as dúvidas do médico sobre seus reais interesses, o último sono

Pontos Baixos: Relação pouco desenvolvida do Homem Elefante com a criança cuidada pelo seu “proprietário”

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Hellboy - O Exército Dourado (Hellboy - The Golden Army)

Diretor: Guillermo del Toro
Elenco
: Ron Perlman, Selma Blair, Doug Jones, James Dodd, John Alexander, Luke Goss, Thomas Kretschmann, John Hurt, Jeffrey Tambor
Gênero
: Ação
Ano
: 2008




Se ação e humor dão o tom de uma boa história em quadrinhos adaptada podemos considerar Hellboy – O Exército Dourado um filme bem sucedido.
Criaturas fantásticas, batalhas grandiosas e porque não duetos musicais, o grande atrativo de Hellboy é o seu humor e a relação cotidiana entre os personagens, algo que se assemelha às conturbadas relações humanas, e por isso mesmo além de curioso é muito divertido.
Um herói que é um demônio com problemas conjugais e outro que se parece com um peixe sofrendo pelo seu amor platônico. Heróis com crises pessoais que não estão sempre enfrentando batalhas e inimigos letais, mas que sofrem por amor e curtem uma dor de cotovelo.
Só Guillermo Del Toro pode transportar para as telas tanta computação gráfica e não ser cansativo. Obviamente os clichês e referências são muitos, mas as qualidades de Hellboy compensam com facilidade.
Um demônio que gosta muito de fumar e beber e ao mesmo tempo consegue ser generoso, engraçado e amável.
Muita ação, fantasia, efeitos especiais e humor inusitado.
Hellboy é um filme que endurece e não perde a ternura.

Pontos Altos: Dueto de Red e Abe, o armário do vestiário, a morte de um vilão gigantesco que termina de forma belíssima
Pontos Baixos: Roteiro pouco original

sábado, 21 de junho de 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Diretor: Steven Spielberg
Elenco
: Harrison Ford, Karen Allen, Cate Blanchett, Shia LaBeouf, Jim Broadbent, Alan Dale, Andrew Divoff, Pavel Lychnikoff, Joel Stoffer, Igor Jijikine
Ano: 2008
Gênero: Aventura





Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal foi lançado dezenove anos depois do último filme da trilogia, Harrison Ford manteve o carisma do querido herói arqueólogo o que já nos garante metade da diversão.
Esta aventura possui muito dos elementos que cativaram espectadores por tantos anos, mas o objetivo óbvio é encher os bolsos de George Lucas (roteirista) e Spielberg, nostalgia que faz dinheiro e que nos diverte.
Todos já leram algo a respeito do filme, os fãs da trilogia original irão com toda certeza assistir e gostar de grande parte do filme. Mas ele é repleto de falhas, coisas que não precisavam ser assim e que o fã mais fiel ficará triste, o roteiro não ajuda, mas os personagens são maiores que o roteiro.
As seqüências de ação não perderam a identidade original, tal como as piadas e o humor característico da série.
Os efeitos especiais, no entanto, além de serem centrais demais no roteiro (vide o final que um personagem vira glitter cósmico perante outros) não foram bem executados e causam embaraço.
Mas a química de Shia e Harrison funcionou e prevemos mais seqüências do universo Jones.
O envelhecimento evidente de Harrison além de não ser ignorado se tornou um motivo de piada e foi bem utilizado.
Sessão da Tarde.


Pontos Altos: Cena da areia movediça, perseguição da moto, Cate Blanchett com sotaque ucraniano, geladeira voando, corrida da escada
Pontos Baixos: Toupeiras (diretamente do Dr. DoLittle), Shia LaBeouf balançando de cipó em cipó num misto de Tarzan e Homem Aranha, personagem no final virando glitter cósmico, formigas carnívoras diretamente de Caminhos do Coração da Record.