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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Anjos e Demônios (Angels and Demons)

Diretor: Ron Howard

Elenco: Tom Hanks, Ewan McGregor, Ayelet Zurer, Stellan Skarsgard, Pierfrancesco Favino, Nikolaj Lie Kaas, Armin Mueller-Stahl

Gênero: Suspense

Ano: 2009







O Código da Vinci ao contrário do filme foi lançado após Anjos e Demônios, mas isso pouco importa nesta sequência que se aprofunda nos segredos e intrigas do catolicismo, desnecessário dizer que muito do sucesso do livro se devia a polêmica gerada por declarações históricas que divergiam com a história bíblica oficial.

Sem o tempero da alcova do filho de Deus, a segunda aventura do cientista Robert Langdon se fundamenta no conhecimento extenso de um homem incrédulo com um arcabouço intelectual religioso extenso e invejável.

Relevemos explicações sobre a sinopse de Anjos e Demônios e nos concentremos no que ele significa como peça cinematográfica, o protagonista um cientista que tem a oportunidade de se forjar como um herói salvador sem possuir aquele carisma e empatia inegável de Indiana Jones atuando num roteiro impossível e absurdo, estes detalhes são o suficiente para ao mesmo tempo tornar o suspense mais longo do que realmente é e mais ridículo do que poderíamos ignorar, são mais de duas horas reais e a sensação é do seu triplo.

Anjos e Demônios não tem apelo popular nem valor cultural, é um entretenimento cansativo e suas reviravoltas mais cansam do que surpreendem. Não se surpreenda caso em certo ponto você se pegue torcendo para que dê tudo errado e o fim seja mais precoce.

Tom Hanks poderia ser facilmente substituído por um desconhecido, não há nada de único em seu desempenho e espera-se que essa falha seja um acontecimento isolado em sua carreira consolidada.

Caça-níquel monótono.

Pontos Altos: Um efeito especial muito bem feito que não posso revelar

Pontos Baixos: Vingança boa não se anuncia e se executa antes que percebam, frases de efeito ridículas, duração além do necessário, corrida contra o tempo interminável

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mamma Mia!

Diretor: Phyllida Lloyd
Elenco: Colin Firth, Meryl Streep, Pierce Brosnan, Amanda Seyfried, Stellan Skarsgard, Julie Walters, Dominic Cooper
Gênero: Musical
Ano: 2008







Mamma Mia! conta com os contagiantes sucessos do grupo sueco ABBA e isso por si só consegue divertir e animar as platéias de admiradores de todo mundo, mas a direção da estreante Phyllida Lloyd peca na execução atrapalhada de um filme com um elenco heterogêneo demais e pouco à vontade no gênero musical.
É (extremamente) torturante assistir Pierce Brosnan cantar, um dos piores momentos do gênero musical, Meryl Streep por outro lado parece confirmar uma competência inabalável em qualquer gênero com a mesma força e impacto de sempre.
O fato é que os enquadramentos de câmera não correspondem aos números musicais que são excessivos e despropositados, sintoma da inexperiência da diretora de musicais de teatro que não tem absolutamente nenhum know-how cinematográfico.
Mas é possível se divertir com Mamma Mia! ao se desligar de critérios e sensos críticos, quem é muito fã ou muito desligado pode terminar o filme cantando junto e depois de algum tempo sofrer ou não de uma ressaca muito bem fundamentada fruto de coreografias sofríveis e um roteiro simplório com músicas divertidas porém sem relação alguma com as cenas em que são inseridas.
Recomendado para fãs sem moderação.

Pontos Altos: Meryl Streep em ótima forma física, Amanda Seyfried e sua química com Meryl
Pontos Baixos: Casamento inesperado e improcedente, entretenimento histérico, coreografias ridículas semelhantes a desenhos animados, Pierce Brosnan