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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Julie & Julia

Diretor: Nora Ephron
Elenco: Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Chris Messina, Linda Emond
Gênero: Comédia/Drama
Ano: 2009




Julia Child é para culinária americana o que Ofélia foi há anos atrás, conhecida e admirada a mulher de altura elevada e trejeitos afetados mudou a história da cozinha ao invadir o espaço dominado por homens, com muita simpatia a bonachona Child encontrou a vocação junto aos instrumentos de cozinha e os resultados surpreendentes da combinação de ingredientes, temperos e manteiga.
Anos depois a jovem Julie, decide utilizar suas habilidades jornalísticas e sua perseverança prática para através de um blog narrar a aventura de realizar uma série de receitas do livro publicado por Julia Child.
As mulheres de Julie & Julia encontram num dos cômodos mais importantes da casa de um ser humano uma passagem para uma existência diferenciada onde a realidade pode ser mudada através da criatividade e do esforço e porque não pelo talento e esmero.
Julie & Julia infelizmente é mais sobre Julie e a admiração que sente pelo que acredita ser um modelo de mulher e ser humano, Julia Child interpretada graciosamente pela fantástica Meryl Streep não tem o espaço devido, ou se tem ele parece pouco haja visto seu talento e o magnetismo que a atriz possui.
Como comédia dramática, o filme é leve e facilmente digerível. Consequência prevista ou não, a profundidade dos conflitos internos dos personagens parece mais leve do que o esperado.
Não vale o Oscar, mas não é um desperdício de tempo. Meryl Streep está aqui mais do que confortável.

Pontos Altos: Meryl Streep, leveza

Pontos Baixos: Relacionamento de Child e o marido podia ser mais desenvolvido, Julie é uma tola

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Dúvida (Doubt)

Diretor: John Patrick Shanley

Elenco: Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams, Viola Davis, Lloyd Clay Brown, Joseph Foster

Gênero: Drama

Ano: 2008








Dúvida é um drama inquietante e envolvente, o sentimento nomeia o filme e domina o espectador a maior parte do tempo. Personagens de caráter ambíguo, diálogos poderosos, uma dose de mistério e a hipótese de um caso de pedofilia são elementos que criam uma atmosfera tensa e fascinante.

Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman superam a interpretação e incorporam seus personagens não nos deixando dúvida quanto ao talento consagrado e avassalador que possuem. É no olhar que a maior parte da atuação ocorre e isso é muito raro no cinema.

Um filme que nos faz transitar na incerteza de que lado tomar e no que acreditar, será o padre carismático e progressista um pedófilo e a freira reitora uma grande vilã perseguidora? Qual seria o propósito da mulher-dragão em sua missão pessoal?

O grande trunfo de Dúvida é nos permitir manter tal sentimento ou tomar partido. E a racionalidade aqui é algo que não pode ser aplicado ou defendido.

Fazer pensar é algo raro no cinema, escapar da resposta pode ser um interessante caminho a seguir.



Pontos Altos: Monstros sagrados contracenando, tema simples e envolvente

Pontos Baixos: Direção óbvia demais em algumas cenas (freiras são silenciosas e bebem leite no jantar enquanto padres abusam do álcool, cigarros e gargalhadas)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mamma Mia!

Diretor: Phyllida Lloyd
Elenco: Colin Firth, Meryl Streep, Pierce Brosnan, Amanda Seyfried, Stellan Skarsgard, Julie Walters, Dominic Cooper
Gênero: Musical
Ano: 2008







Mamma Mia! conta com os contagiantes sucessos do grupo sueco ABBA e isso por si só consegue divertir e animar as platéias de admiradores de todo mundo, mas a direção da estreante Phyllida Lloyd peca na execução atrapalhada de um filme com um elenco heterogêneo demais e pouco à vontade no gênero musical.
É (extremamente) torturante assistir Pierce Brosnan cantar, um dos piores momentos do gênero musical, Meryl Streep por outro lado parece confirmar uma competência inabalável em qualquer gênero com a mesma força e impacto de sempre.
O fato é que os enquadramentos de câmera não correspondem aos números musicais que são excessivos e despropositados, sintoma da inexperiência da diretora de musicais de teatro que não tem absolutamente nenhum know-how cinematográfico.
Mas é possível se divertir com Mamma Mia! ao se desligar de critérios e sensos críticos, quem é muito fã ou muito desligado pode terminar o filme cantando junto e depois de algum tempo sofrer ou não de uma ressaca muito bem fundamentada fruto de coreografias sofríveis e um roteiro simplório com músicas divertidas porém sem relação alguma com as cenas em que são inseridas.
Recomendado para fãs sem moderação.

Pontos Altos: Meryl Streep em ótima forma física, Amanda Seyfried e sua química com Meryl
Pontos Baixos: Casamento inesperado e improcedente, entretenimento histérico, coreografias ridículas semelhantes a desenhos animados, Pierce Brosnan

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Kramer vs. Kramer

Diretor: Robert Benton
Prêmios: Melhor filme, roteiro, direção, ator e atriz coadjuvante.





Esse filme é um clássico... Ah os clássicos tanta diferença né?
Quando você assiste um filme desses de 1979 com protagonistas como Dustin Hoffman e Meryl Streep você pode até se perguntar se atores jovens e talentosos são coisa do passado e você desanima um pouco imaginando o que será do cinema daqui 20 ou 30 anos com as irmãs Olsen ou a Lindsay Lohan fazendo o papel de mamãe ou vovó... Mas voltemos ao filme, por favor...
Houve um tempo que divórcio não era algo tão comum quanto ter um celular (ou trocá-lo todo Natal).
E o filme está nesse cenário no qual as mulheres trabalhavam sim, mas tinham que optar entre carreira e família (ó mundo cruel).
E Joanna (uma Meryl Streep no auge da juventude) resolve que aquela vida não é pra ela não e deixa o filhinho de 5 anos e o marido bem-sucedido que não lhe dá atenção (quando é que o marido dá atenção??) na mão e desaparece do mapa.
'
I don´t love you anymore' (Joana the angry wife botando pra quebrar no comecinho do filme)
E o Dustin que estava se dando super bem na empresa se vê numa situação terrível na qual precisa dar conta do trabalho e do filho e se atrapalha muito até conseguir conciliar e tem um chefe do mal que não quer compreender sua situação e quer que ele mande o filho pra cooperativa de lixo ou algo do gênero mas volte a trabalhar como um homem.
Quando está tudo lindo, maravilhoso e adaptado eis que Miss Kramer retorna reivindicando a guarda do seu filhote e o 'VS' do filme começa a ter sentido, uma batalha atroz é travada nos tribunais e o filho se torna o objetivo maior da vida dos pais. Assistam pra ver quem ganha.
O Billy é uma criança muito fofa e você vai ficar triste com ele, mas por favor tentem superar que não é com vocês tá? Afinal vocês já sabem ler.

Pontos Altos: Atores de verdade, o menininho convence, inspira a comer rabanada e o visu do fim dos anos 70.
Pontos Baixos: Tribunal com advogados exageraaaados, machismo (eu senti mas pode ter sido impressão).