Diretor: Peter Jackson Elenco: Mark Wahlberg, Rachel Weisz, Susan Sarandon, Stanley Tucci, Michael Imperioli, Saoirse Ronan, Susan Sarandon Gênero: Drama Ano: 2009
Sabe quando pegam aquele tema polêmico de uma situação, enfocam no outro lado e daí aquilo nem faz mais sentido? Exatamente isso ocorre em Um Olhar do Paraíso, uma fábula quase feliz de uma menina que é violentada e assassinada que assiste o cotidiano de seu assassino e família de uma espécie de limbo lisérgico dos anos 70.
Susie Salmon era aquela filha brilhante que todo casal jovem gostaria de ter, a família então tinha aquela vida dos sonhos e tudo isso desce para um ralo enorme quando a filha é dada como desaparecida e o crime não é solucionado com a rapidez desejada.
Peter Jackson decidiu transformar um romance de detalhada cujo momento principal não se furta à descrição violenta em detalhes num filme “família”, uma opção que soa hipócrita, exagerada e artificial.
Afinal de contas, o normal seria que nós os espectadores nos identificássemos com os pais e lutássemos para que a Lei de Talião chegasse as vias de fato.
A talentosa Saoirse Ronan, cujo primeiro papel impressionante foi em Desejo e Reparação, interpreta com garra um papel que nasceu fraco, é impossível sentir pena da garota.
É impossível também entender o que se passa na cabeça de sua mãe, como o pai lida tão bem o trauma e como os efeitos de CGI apesar de perfeitos não acrescentam nada ao roteiro.
Peter vá atrás do anel do Rei.
Pontos Altos: As fotos de Susie, a vó Susan Sarandon Pontos Baixos: O mico da interpretação de Wahlberg e falta de coragem do diretor em lidar com o luto excruciante de uma grande perda
Elenco: James Gandolfini, Susan Sarandon, Kate Winslet, Steve Buscemi, Christopher Walken, Mandy Moore, Aida Turturro, Mary-Louise Parker
Gênero: Musical/Comédia
Ano: 2005
Audacioso e enérgico o musical fora dos padrões Romance e Cigarros demorou muito tempo para chegar às locadoras e ainda sim limitado por uma parca distribuição, a participação de grandes atores não foi suficiente para torná-lo comercialmente atrativo, porém sua descoberta é mais do que surpreendente.
Logo em seu início Nick é desmascarado por sua esposa que encontra um poema escrito por ele cujo tema é a vagina de sua amante, revoltada ela expulsa o marido de casa que corre para os braços da aparentemente vulgar Tula.
Aos poucos a crise de meia idade de Nick se ameniza e ele passa a enxergar com outros olhos a importância de seus desejos sexuais e sua família.
A trajetória de redenção é costurada com comédia, tragédia e números musicais formados por um balé moderno e músicas pop que os atores cantam junto com os intérpretes originais. Se você souber a letra também deve entrar no clima.
Romances e Cigarros não se furta a descrever com todas as letras o sexo como não estamos acostumados a ver retratado no cinema, a suposta vulgaridade é mais uma ousadia que uma gratuidade é juntamente com a trilha poderosa traz um sopro de ousadia, cratividade que não encontramos em filmes para jovens.
A maturidade pode ser extremamente divertida.
Pontos Altos: Irreverência mais do que bem vinda, a mãe de Nick e suas duras e sábias palavras
Pontos Baixos: Um excesso de excentricidade familiar... Mas não dói
Diretor: Jim Sharman Elenco: Tim Curry, Susan Sarandon, Barry Bostwick, Richard O'Brien, Patricia Quinn, Little Nell, Jonathan Adams, Peter Hinwood Gênero: Musical Ano: 1975
The Rocky Horror Picture Show é um musical extremamente subversivo que mistura ficção científica e comédia com músicas fantásticas e muita polêmica. Roteiro não é das maiores preocupações de Jim Sharman, tampouco excelência técnica, as qualidades de The Rocky Horror Picture Show se fundamentam no humor ácido e crítico, referências a filmes antigos de ficção científica e a abordagem natural de temas polêmicos como transexualidade, incesto, homem objeto, virgindade, canibalismo entre outros. A diversidade de temas é aparentemente excessiva, mas a execução de forma bem humorada e caricata de músicas incrivelmente bem interpretadas leva o filme a um status instantâneo de clássico do gênero. Uma ópera rock colorida e absurda. O filme inglês essencialmente transgressor tem um tom de originalidade que dificilmente se repetiria nos dias de hoje devido ao receio dos grandes estúdios na abordagem de temas polêmicos e a epidemia do politicamente correto tão em evidência. Em sua estréia a recepção não foi das melhores, mas até hoje The Rocky Horror Picture Show possui seguidores fiéis e fãs que apreciam seu caráter inovador e seu humor extremamente divertido, absurdo e audacioso.
Pontos Altos: Grandes atores interpretando completamente à vontade, músicas marcantes, muita polêmica Pontos Baixos: Cenas musicais entediantes pré-chegada no castelo, final moralizante e baixo-astral
Diretor: Andy Wachowski, Larry Wachowski Elenco: Emile Hirsch, Susan Sarandon, Christina Ricci, Matthew Fox, Scott Porter Gênero: Ação Ano: 2008
Speed Racer é uma adaptação fiel do famoso anime de Tatsuo Yoshida, os irmãos Wachowski conseguiram levar as telas muitas cores, velocidade e humor pastelão característicos do desenho, os enquadramentos lembram também uma estética de história em quadrinhos que se torna muito eficiente para dar mais velocidade (ainda) ao filme. O excesso de cores, no entanto remete ao mundo animado de Lazy Town uma atração infantil de extremo sucesso e um tanto quanto cansativa do Discovery Kids. O filme ao tentar divertir público leigo e antigos fãs opta por uma linguagem muito didática e explicativa que se torna cansativa depois de certo tempo. O chimpanzé e o pequeno irmão de Speed são os destaques do filme, com aparições carismáticas, hilárias e marcantes. As cenas de corrida são muito rápidas, mas o espectador consegue acompanhar ao contrário do que ocorre em diversos longas de ação. O roteiro, no entanto, além de nada original é totalmente previsível. Para o público que não conhecia o anime, o filme dos irmãos Wachowski não agrada a ponto de despertar tal interesse, aos antigos fãs vale a pena conferir.
Pontos Altos: Infância de Speed, chimpanzé nos créditos finais dirigindo alucinadamente, irmão gordinho Pontos Baixos: Muito infantil
Diretor: Kevin Lima Elenco: Amy Adams, Patrick Dempsey, James Marsden, Timothy Spall, Rachel Covey, Susan Sarandon, Idina Menzel, Julie Andrews, Michaela Conlin Gênero: Infantil/Comédia Romântica Ano: 2007
Encantada é uma tentativa de modernização dos desenhos da Disney que tratam de contos de fada, vários elementos deste universo surgem e o resultado é muito bem sucedido. Giselle é uma jovem que tal qual Cinderela conversa com os animais e que sonha com um príncipe encantado. O príncipe existe e vive com sua madrasta que obviamente é má e que sabota seus relacionamentos para manter sua sede de poder. Prestes a se casar Giselle é enganada pela madrasta travestida de velhinha e é jogada num poço. A subversão do conto de fadas acontece neste momento quando a animação se torna filme e a princesa agora em carne e osso cai em Nova York com uma consciência e valores de uma personagem de fábulas na dura realidade da metrópole. O encontro de Giselle com uma menina e seu pai solteiro cria situações inusitadas, absurdas e bem humoradas que divertem e encantam especialmente as crianças. Uma discussão entre os personagens convictos de suas idéias opostas sobre amor confronta os diferentes conceitos de romance e realidade. Encantada é diversão garantida para crianças e com relativo sucesso se sobrepõe aos roteiros engessados que envolvem o amor romântico idealizado.
Pontos Altos: Esquilo fazendo mímica, animais limpando a casa, Giselle tratada como mais uma louca produzida por Nova York, Susan Sarandon como a madrasta Pontos Baixos: Muita computação gráfica