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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Onde Vivem Os Monstros (Where The Wild Things Are)

Diretor: Spike Jonze
Elenco: Catherine Keener, Max Records, Mark Ruffalo, Lauren Ambrose, James Gandolfini, Catherine O'Hara, Forest Whitaker
Gênero: Fantasia/Aventura/Drama
Ano: 2009




É necessário fugir do ceticismo para se aventurar no universo de Onde Vivem Os Monstros, a adaptação de um livro infantil de Maurice Sendak que com algumas imagens e poucas frases conta a história de um garoto de 9 anos comum que se revolta, esperneia e finalmente embarca numa grande fantasia.
Para Max as coisas são mais sérias do que para sua irmã ou sua mãe, ser ouvido e receber atenção é um grande desafio que as bestas mais selvagens não viriam dificuldade, para Max nada parece fácil e justo, a fuga parece a melhor opção e ao cair numa floresta cheia de criaturas que celebram a destruição e o companheirismo o pequeno garoto se encanta e se torna o rei da floresta.
Enquanto em sua casa a atenção era algo difícil de se se obter na realidade de Onde Vivem Os Monstros todos os olhos estão direcionados ao novo e pequeno rei Max, o garoto se identifica imediatamente e pode jurar que aquela vida é tudo que sempre desejou.
Aos poucos Max percebe que liderar e cuidar de outros indivíduos, por mais peludos que eles sejam, é muito mais complicado do que parece, expectativas e desejos pessoais não são tratadas com facilidade pelas pessoas mais experientes e o jovem Max percebe isso de forma traumática.
Onde Vivem Os Monstros é um conto de fantasia sombrio, desses que ensina lições de moral para as crianças, especificamente aqui é ensinado o valor das relações familiares e como o amor pode ser mal recebido ou interpretado.
Mais do que uma fábula moralizadora, Onde Vivem Os Monstros é um filme delicado em sua face mais selvagem, tocante e divertido é um ingresso de cinema de retorno garantido.

Pontos Altos
: Monstros feios e fofos, Max Record é um excelente ator mirim, Catherine Keer é a mãe que se expressa através dos olhos, Trilha sonora excelente
Pontos Baixos: Uma edição um pouco mais ágil o tornaria ainda mais eficiente

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O Sequestro do Metrô (Taking of the Pelham 1 2 3)

Diretor: Brian Helgelend
Elenco: Denzel Washington, John Travolta, John Turturro, Luis Guzman, Michael Rispoli, James Gandolfini
Gênero: Ação/Suspense
Ano: 2009



Sabe quando o individuo vai trabalhar pensando unicamente que aquele é o único jeito de se ganhar o suficiente pra sustentar a família? Alguns filmes se encaixam nesse perfil, grandes astros são atraídos por salários milionários e não se importam por um segundo com a qualidade do material que farão parte.
John Travolta já não é um grande astro há algum tempo, por outro lado seu colega Denzel Washington parece ter perdido o senso crítico com o passar da idade.
O Sequestro do Metrô seria uma boa desculpa para ver dois grandes astros de outrora interagindo nos emblemáticos papéis de vilão e herói, a escolha de Travolta para o vilão significa uma interpretação afetada e canastrona, o último adjetivo serve também para o colega Denzel.
É difícil dar uma sinopse para um filme que se entrega pelo título, a única coisa que ainda não foi contada é que as negociações do sequestro são feitas entre o vilão e um funcionário do metrô. A falta de treinamento ou o pouco conhecimento sobre qualquer assunto ligado ao crime organizado e suas demandas não impede o querido herói de surpreender e obviamente superar qualquer tipo de esforço técnico especializado da polícia.
O Sequestro do Metrô não surpreende por nenhuma de suas supostas qualidades. Tela Quente difícil de assistir.


Pontos Altos: Como assim?
Pontos Baixos: Atuações, roteiros e tudo e tal.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Romance e Cigarros (Romance & Cigarettes)

Diretor: John Turturro

Elenco: James Gandolfini, Susan Sarandon, Kate Winslet, Steve Buscemi, Christopher Walken, Mandy Moore, Aida Turturro, Mary-Louise Parker

Gênero: Musical/Comédia

Ano: 2005







Audacioso e enérgico o musical fora dos padrões Romance e Cigarros demorou muito tempo para chegar às locadoras e ainda sim limitado por uma parca distribuição, a participação de grandes atores não foi suficiente para torná-lo comercialmente atrativo, porém sua descoberta é mais do que surpreendente.

Logo em seu início Nick é desmascarado por sua esposa que encontra um poema escrito por ele cujo tema é a vagina de sua amante, revoltada ela expulsa o marido de casa que corre para os braços da aparentemente vulgar Tula.

Aos poucos a crise de meia idade de Nick se ameniza e ele passa a enxergar com outros olhos a importância de seus desejos sexuais e sua família.

A trajetória de redenção é costurada com comédia, tragédia e números musicais formados por um balé moderno e músicas pop que os atores cantam junto com os intérpretes originais. Se você souber a letra também deve entrar no clima.

Romances e Cigarros não se furta a descrever com todas as letras o sexo como não estamos acostumados a ver retratado no cinema, a suposta vulgaridade é mais uma ousadia que uma gratuidade é juntamente com a trilha poderosa traz um sopro de ousadia, cratividade que não encontramos em filmes para jovens.

A maturidade pode ser extremamente divertida.


Pontos Altos: Irreverência mais do que bem vinda, a mãe de Nick e suas duras e sábias palavras

Pontos Baixos: Um excesso de excentricidade familiar... Mas não dói