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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Meu Irmão é Filho Único (Mio Fratello è Figlio Único)

Diretor: Daniele Luchetti

Elenco: Elio Germano, Riccardo Scamarcio, Angela Finocchiaro, Massimo Popolizio, Alba Rohrwacher, Luca Zingaretti

Gênero: Drama

Ano: 2007








Na Itália dos anos 60 num conturbado momento político, Accio um pequeno garoto questiona com veemência em seu internato os dogmas da igreja católica, a personalidade forte não permite que permaneça ali por muito tempo e é enviado de volta para sua casa.

Accio ao chegar descobre que não tem mais cama nem quarto, a recepção pouco calorosa só lhe intensifica a revolta natural e em especial o ciúmes de seu irmão mais velho.

A típica relação fraternal italiana é o tema principal de Meu Irmão É Filho Único. Disposto a sempre se opor ao irmão galante e comunista o protagonista se envolve com a juventude fascista.

O amor, a raiva e a inveja do irmão mais velho são os elementos que determinam o seu desenvolvimento e as divertidas e acaloradas discussões entre ambos.

Com uma identidade desenvolvida de natureza dependente Accio tem dificuldades em desvincular-se da poderosa figura do irmão, algo que acaba ocorrendo com o passar do tempo.

Daniele Luchetti dirige de forma segura e bela um drama sobre os exageros e despropósitos dos movimentos políticos extremistas e suas conseqüências nas famílias e corações jovens. Alternando momentos de humor com estes questionamentos Meu Irmão é Filho Único é capaz de cativar e suscitar reflexão.



Pontos Altos: Trilha, interpretações, crítica da política

Pontos Baixos: Final previsível

terça-feira, 20 de maio de 2008

A Culpa é do Fidel (La Faute à Fidel)

Diretor: Julie Gavras
Elenco
: Nina Kervel-Bey, Julie Depardieu, Stefano Accorsi, Benjamin Feuillet, Martine Chevallier, Olivier Perrier, Marie Kremer
Ano: 2006
Gênero: Drama levinho






França nos anos 70 e outro filme que tem crianças como protagonistas em momentos políticos, A Culpa é do Fidel é um acerto no gênero (assistam o também ótimo Machuca) e retrata o início dos anos 70 através dos olhos de Anna de La Mesa (Nina Kervel-Bey) uma garotinha de nove anos que tem sua vida transformada com a radicalização política de seus pais.
Inundada por conceitos como espírito de grupo, reforma agrária ou direito ao aborto a garota tenta compreender e se adaptar à nova realidade que seus pais investem suas energias.
Teriam se tornado ‘pobres’ do dia para a noite? Seus pais são comunistas?
De um casarão a um modesto apartamento, da proibição pelos pais à catequização de Anna, a pequena menina sofre com as alterações repentinas em sua rotina e graciosamente dentro de seu próprio universo tenta encontrar sentido e clamar pela sua antiga rotina, cheia de personalidade através de muitos questionamentos ela começa a se integrar com o novo universo e de certa forma se impor e demonstrar uma curiosa racionalidade que traz a reflexão também aos adultos que a cercam.
Acompanhada de seu irmão François (outro bom destaque), Anna demonstra que o universo infantil é muito mais amplo e inteligente do que os adultos podem considerar, mas que também existem limites a serem respeitados.
Julie Gavras conduz esta película habilmente sem apelar para soluções prontas do gênero, um drama delicado e poético que além de emocionar traz questionamentos políticos e éticos.

Pontos Altos: São tantos
Pontos Baixos: Não se aplica

obrigado Caio por mais uma dica de filme!