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terça-feira, 20 de maio de 2008

A Culpa é do Fidel (La Faute à Fidel)

Diretor: Julie Gavras
Elenco
: Nina Kervel-Bey, Julie Depardieu, Stefano Accorsi, Benjamin Feuillet, Martine Chevallier, Olivier Perrier, Marie Kremer
Ano: 2006
Gênero: Drama levinho






França nos anos 70 e outro filme que tem crianças como protagonistas em momentos políticos, A Culpa é do Fidel é um acerto no gênero (assistam o também ótimo Machuca) e retrata o início dos anos 70 através dos olhos de Anna de La Mesa (Nina Kervel-Bey) uma garotinha de nove anos que tem sua vida transformada com a radicalização política de seus pais.
Inundada por conceitos como espírito de grupo, reforma agrária ou direito ao aborto a garota tenta compreender e se adaptar à nova realidade que seus pais investem suas energias.
Teriam se tornado ‘pobres’ do dia para a noite? Seus pais são comunistas?
De um casarão a um modesto apartamento, da proibição pelos pais à catequização de Anna, a pequena menina sofre com as alterações repentinas em sua rotina e graciosamente dentro de seu próprio universo tenta encontrar sentido e clamar pela sua antiga rotina, cheia de personalidade através de muitos questionamentos ela começa a se integrar com o novo universo e de certa forma se impor e demonstrar uma curiosa racionalidade que traz a reflexão também aos adultos que a cercam.
Acompanhada de seu irmão François (outro bom destaque), Anna demonstra que o universo infantil é muito mais amplo e inteligente do que os adultos podem considerar, mas que também existem limites a serem respeitados.
Julie Gavras conduz esta película habilmente sem apelar para soluções prontas do gênero, um drama delicado e poético que além de emocionar traz questionamentos políticos e éticos.

Pontos Altos: São tantos
Pontos Baixos: Não se aplica

obrigado Caio por mais uma dica de filme!

domingo, 27 de abril de 2008

O Orfanato (El Orfanato)

Diretor: Juan Antonio Bayona
Elenco: Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep, Mabel Rivera, Montserrat Carulla, Andrés Gertrúdix, Edgar Vivar
Ano: 2007
Gênero: Terror/Drama/Suspense






O filme começa com o tal Orfanato do título quando a protagonista Laura é adotada, trinta anos mais tarde Laura com sua família se muda para a mansão com o intuito de ali viver e criar um centro de cuidados especiais para crianças com deficiências.
O filho de Laura (Belén Rueda) aparentemente por estar solitário começa a se comunicar com amigos invisíveis e tal relacionamento intangível aos olhos de seus pais começa a se intensificar o que deixa sua família preocupada.
Simon (Roger Príncep) tenta explicar para sua mãe a dinâmica de suas relações com os tais amigos, porém até certo ponto Laura não dá a devida atenção aos devaneios fantasiosos do filhinho.
Quando a família resolve dar uma festa na mansão para conhecer as crianças excepcionais e suas famílias Simon depois de brigar com sua mãe desaparece.
É neste ponto que o filme começa a mudar de ritmo, num misto de desespero e loucura a mãe do garoto procura a polícia e sem sucesso acaba por buscar alguma resposta através de uma parapsicóloga.
Aqui se inicia uma semelhança com ‘Os Outros’ pois Laura se propõe a buscar no sobrenatural o paradeiro de seu filho, ela tenta reviver os dias em que viveu no orfanato acreditando que desta forma se comunicaria com as crianças que eram suas amigas e que supostamente estavam se comunicando com seu filho.
O filme tem a trilha correta, mistérios resolvidos de forma cadenciada e quase verossímil prendendo a atenção até o fim.

Pontos Altos: Belén Rueda e o final
Pontos Baixos: Benigna muito estranha