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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Longe do Paraíso (Far From Heaven)

Diretor: Todd Haynes

Elenco: Julianne Moore, Dennis Quaid, Dennis Haysbert, Patricia Clarkson, Viola Davis, James Rebhorn, Bette Henritze, Michael Gaston, Ryan Ward

Gênero: Drama

Ano: 2002







Longe do Paraíso é um drama norte-americano da década de 50, época de muito glamour, cigarros e valores especialmente conservadores. Um casal da sociedade vive um conflito extremamente devastador quando Cathy descobre que seu marido Frank a está traindo com outro homem, a dona de casa extremamente compreensiva tenta apoiar o marido amado a encontrar uma “cura” e obviamente sem sucesso acaba encontrando atenção e ouvidos gentis em seu jardineiro negro.

A amizade de Cathy com o jardineiro cria um clima de animosidade que afeta seus filhos e seu marido, em conflito com a realidade racista da época a simpática senhora se vê sem apoio, carinho e cada vez mais abandonada.

O amor proibido de Cathy mesmo não sendo concretizado é o suficiente para destruir a vida social de todos os envolvidos, dos negros aos brancos o suposto romance entre ambos parece afetar pessoalmente toda sociedade que reage rapidamente com toda crueldade possível.

Por outro lado, o marido em conflito tenta em vão se curar e seguidamente percebe que seus desejos não podem ser oprimidos, a família é a principal prejudicada já que Frank cada vez mais se afasta daquela realidade artificial que viveu por tanto tempo. Cathy não vê solução e como podemos prever não existe solução razoável para a época.

Assistir Longe do Paraíso é uma experiência reveladora, é impossível não notar os avanços sociais que a sociedade alcançou o que torna absolutamente perceptível que muitas pessoas sofreram para que houvesse algum esboço de possibilidade de igualdade de cidadania e oportunidade para mulheres, negros e homossexuais. Da obviedade da diferença e inferioridade desses grupos de poucas décadas atrás até o surgimento de movimentos expressivos de busca de direitos e afirmação muito tempo, sangue e lágrimas se passaram.

É indispensável citar a interpretação sempre acima da média de Julianne Moore que juntamente com os outros dois protagonistas Denis Quaid e Dennis Haysbert foram capazes de transmitir a atmosfera claustrofóbica e assustadora de um período extremamente difícil da vida à margem da sociedade.


Pontos Altos: Julianne Moore, o filme parece realmente dos anos 50, fotografia acima da média

Pontos Baixos: Ainda bem que essa época passou

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Um Plano Brilhante (Flawless)

Diretor: Michael Radford
Elenco: Michael Caine, Demi Moore, Joss Ackland, Jonathan Aris, Simon Day, Josef d'Bache-Kane, Constantine Gregory, David Henry, Kim Hermans
Gênero: Suspense
Ano: 2007






A última vez que Demi Moore foi protagonista de um filme de sucesso foi... Quem se lembra? A verdade é que atualmente a belíssima atriz é mais conhecida como a mulher do jovem ator e apresentador de pegadinhas Ashton Kutcher.
Se a fonte da beleza de Demi Moore tem como origem as dietas, exercícios e intervenções cirúrgicas há na última uma das explicações para a falta de expressão que tanto enfraquece suas recentes interpretações.
Demi Moore interpreta uma executiva frustrada pelo injusto mundo masculino dos negócios, que farta de toda situação aceita se aliar a um faxineiro (Michael Caine) da empresa que trabalha num ambicioso roubo de diamantes que poderia lhes trazer segurança financeira para o resto de seus dias.
Não há química na atuação entre os protagonistas, o roteiro não decola e a direção é hesitante desperdiçando o glamouroso cenário da Londres da década de 60 num filme absolutamente sem alma e dispensável.
Um Plano Brilhante falha em todos os aspectos, não consegue focar em nenhum dos diversos elementos que poderiam ser interessantes caso fossem devidamente desenvolvidos no roteiro tal qual a exploração feroz de diamantes no continente africano, a luta de uma mulher de negócios num mundo machista e até mesmo o próprio roubo que não consegue transmitir uma centelha de excitação.
Tela Quente não merece.

Pontos Altos: Cenário londrino
Pontos Baixos: Absolutamente tudo e um troféu abacaxi pra Demi “Cabeça de Cera” Moore