terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Melhores e Piores 2009

Demorou, mas o Filme Bom Filme Ruim vai divulgar a lista dos melhores e piores filmes postados em 2009. Quem quiser ler sobre os selecionados é só utilizar o menu Busca.

Piores

Gomorra
Watchmen
The Spirit - o filme
Última parada 174
Crepúsculo
Se eu fosse você 2
X-Men Origens: Wolverine
Exterminador do futuro 3 e 4
De Volta para o Futuro 3
Um copo de cólera
Duplicidade
Presságio
O Som do Coração
Anticristo
Gi Joe - A Origem do Cobra
O Sequestro do Metrô
Do Começo Ao Fim
Garota Infernal
This is it - Michael Jackson
Os Substitutos
Anjos e Demônios

Melhores

Se Beber Não Case
Ligações Perigosas
Bastardos Inglórios
500 Dias com Ela
Crepúsculo dos Deus
A Órfã
Distrito 9
De volta para o Futuro 1 e 2
Blade Runner (director's cut)
Brüno
Cova Rasa
Casablanca
Deixe Ela Entrar
2001 Uma Odisseia no Espaço
The Cake Eaters
Entre os Muros da Escola
Romance
Rede de Intrigas
Exterminador do Futuro 1 e 2
Coraline
O Homem Elefante
Rumba
Fargo
A Onda
A Malvada
Gêmeos Mórbida Semelhança
Valsa com Bashir
Quem quer ser um Milionário?
Dúvida
A Duquesa
Foi Apenas um Sonho
Vicky cristina barcelona
Caiu do Céu

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Julie & Julia

Diretor: Nora Ephron
Elenco: Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Chris Messina, Linda Emond
Gênero: Comédia/Drama
Ano: 2009




Julia Child é para culinária americana o que Ofélia foi há anos atrás, conhecida e admirada a mulher de altura elevada e trejeitos afetados mudou a história da cozinha ao invadir o espaço dominado por homens, com muita simpatia a bonachona Child encontrou a vocação junto aos instrumentos de cozinha e os resultados surpreendentes da combinação de ingredientes, temperos e manteiga.
Anos depois a jovem Julie, decide utilizar suas habilidades jornalísticas e sua perseverança prática para através de um blog narrar a aventura de realizar uma série de receitas do livro publicado por Julia Child.
As mulheres de Julie & Julia encontram num dos cômodos mais importantes da casa de um ser humano uma passagem para uma existência diferenciada onde a realidade pode ser mudada através da criatividade e do esforço e porque não pelo talento e esmero.
Julie & Julia infelizmente é mais sobre Julie e a admiração que sente pelo que acredita ser um modelo de mulher e ser humano, Julia Child interpretada graciosamente pela fantástica Meryl Streep não tem o espaço devido, ou se tem ele parece pouco haja visto seu talento e o magnetismo que a atriz possui.
Como comédia dramática, o filme é leve e facilmente digerível. Consequência prevista ou não, a profundidade dos conflitos internos dos personagens parece mais leve do que o esperado.
Não vale o Oscar, mas não é um desperdício de tempo. Meryl Streep está aqui mais do que confortável.

Pontos Altos: Meryl Streep, leveza

Pontos Baixos: Relacionamento de Child e o marido podia ser mais desenvolvido, Julie é uma tola

Tá Chovendo Hamburguer (Cloudy With a Chance of Meatballs)

Diretor: Chris Miller/Phil Lord
Elenco: Bill Hader, Anna Faris, James Caan, Bruce Campbell, Andy Samberg, Mr. T, Tracy Morgan
Gênero: Animação
Ano: 2009




Talvez ainda chegue um ano que as animações não sejam mais consideradas como um gênero em si e se transformem num outro modo de fazer cinema onde o roteiro possa definir que tipo de filme estamos assistindo. Muitos filmes já são feitos nessa onda, mas o rótulo ainda persiste.
Tá Chovendo Hamburguer é uma animação feita para crianças, porém sua execução dificilmente seria feita com qualidade com a presença de atores reais e a interação com imagens geradas por computador.
Uma pequena ilha que fundamenta toda sua economia na exploração e comércio do peixe sardinha é abalada quando a iguaria é considerada “nojenta” e deixa de ser consumida e portanto exportada.
O colapso da economia é algo já vivenciado por diversas comunidades que vivem sob a égide da monocultura, o problema grave é visto como uma oportunidade para que o protagonista Flint, um incompreendido gênio de invenções pouco populares e úteis se inspire para buscar uma solução que lhe dê prestígio e o torne um herói local.
Uma engenhoca sua finalmente começa a funcionar e ele consegue então transformar simples moléculas de água em qualquer tipo de comida. O sucesso do invento o incentiva a torná-lo mais conhecido e por fim fazer com que o aparato em contato com nuvens faça chover comida em sua cidade.
Como estamos tratando de uma animação infantil o que parece ser ótima ideia logo se torna uma dor de cabeça e a oportunidade para que o afobado herói de fato salve a população da destruição iminente.
Muitos valores são explorados no filme que discute de certa forma a obesidade, o aquecimento global, o respeito à diversidade e a responsabilidade social como um todo.
Com qualidade técnica indiscutível e roteiro mediano Tá Chovendo Hamburguer cumpre seu papel (ainda mais quando visto em 3D) e pode entreter as crianças por uma boa sequencia de
repeats do seu aparelho de dvd.

Pontos Altos: Ensina a moderação, colorido e divertido

Pontos Baixos: Previsível e pouco criativo

O Veredito (The Verdict)

Direção: Sidney Lumet
Elenco: Paul Newman, Charlotte Rampling , Jack Warden, James Mason , Milo O'Shea, Lindsay Crouse
Gênero: Drama
Ano: 1982




Há uma simplicidade arrebatadora na batalha judicial de O Veredito representada pelo renascimento de um advogado solitário, fracassado e desacreditado através do envolvimento em uma causa aparentemente perdida.
O advogado de O Veredito é um anti herói em essência, há um charme em seu comportamento desvirtuoso e na retomada de seus valores éticos há muito tempo perdidos em balcões de bares, Newman interpreta sem exageros a epopéia solitária pela justiça, uma representação externa da luta pessoal do personagem para reencontrar-se, obstáculo tão difícil quanto convencer aos outros da possibilidade real em se vencer a causa pela qual luta.
Dia a dia o advogado tateia cegamente soluções contra um universo que parece engoli-lo com uma eficiência cruel. Enquanto todas as forças parecem envidar esforços contra sua luta, a única alternativa de redenção é representada pelo possível convencimento num júri manipulado a todo instante, uma alegoria da própria composição da sociedade.
Sidney Lumet utiliza um elenco maduro na representação do ressurgimento do herói em ruínas, vista também como uma luta da própria condição humana em se reconstruir após uma sucessão de derrotas que abatem o caráter do indivíduo comum e o entregam a uma existência à margem.


Pontos Altos: Newman +Lumet
Pontos Baixos: Longo como um processo judicial brasileiro

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Avatar

Diretor: James Cameron
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Joel David Moore, CCH Pounder, Peter Mensah
Gênero: Fantasia/Aventura
Ano: 2009



James Cameron guardava o projeto Avatar em sua gaveta há um bom tempo, e demorou muito para que acreditassem em seu potencial lucrativo, além do óbvio alto investimento necessário para execução de seu capricho mais dispendioso.

A história de Avatar é um tanto quanto simples, básica, fraca, óbvia com todos os clichês possíveis e imagináveis, inclusive a premissa de que é necessário viajar muito para conseguir fontes alternativas de energia é algo que vai contra todas as pesquisas atuais preocupadas com este tema.

Enfim, o governo americano precisa no século 22 explorar um local habitado por humanóides azuis os Na'vi para obter uma maravilhosa nova fonte de energia, a atmosfera tóxica do local os impede de ocupar tudo sem máscaras então a solução é a criação em laboratório de seres híbridos das duas raças para explorar Pandora sem alarde, os tais avatares podem ser controlados por humanos e o resto já é possível de se imaginar.

Matrix/Senhor dos Anéis encontra Pocahontas define muito bem o resumo da história de amor. Os Smurfs são o arremate e dão o tom da embalagem.

Sem perder tempo com mais detalhes da sinopse que os interessados no filme já estão carecas de saber é interessante nos deter no que Cameron propunha ao criar o universo azul dos Avatar.

A campanha de marketing dizia que haveria um mundo antes e outro pós Avatar, a utilização sem precedentes do 3D e os avanços evidentes das imagens geradas por computadores e suas expressões humanas redefiniriam o futuro do cinema e trariam nova esperança para a indústria que range os dentes para pirataria e para o mercado perdido para os DVDs.

Sem dúvidas o 3D já avançou muito, o que não é surpresa, afinal sua trajetória não é recente apesar de ter sido esquecido por um grande período, ele já foi a “resposta ao VHS” há algumas décadas e nesta época não fascinou tanto os espectadores.

Os óculos mudaram, os efeitos especiais evoluíram, mas o 3D ainda não avançou o suficiente para declarar vitória na guerra contra as outras opções existentes. A profundidade das imagens ainda não permite a vivacidade das cores das animações contemporâneas, o que parece um retrocesso para os mais criteriosos.

O fato é que Cameron se não agradou totalmente no 3D teve retorno no resultado belíssimo na criação de um complexo universo alternativo com fauna/flora e muito misticismo.

Em tempos de remakes, adaptações de desenhos animados, brinquedos, livros, jogos de videogame tomam conta das salas de cinema, a ideia de Cameron parece um refresco criativo e tem tudo pra arrebatar multidões e nos introduzir em novos universos.


Pontos Altos: CGI de qualidade, Sam Worthington ocupando o espaço que lhe é devido em Hollywood

Pontos Baixos: Falta cor no 3D, romance pode ser muito melodramático

Atividade Paranormal (Paranormal Activity)

Diretor:Oren Peli
Elenco: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Friedrichs, Amber Armstrong, Ashley Palmer
Gênero: Terror
Ano: 2009




Baixo orçamento e filmagem caseira tem redefinido a necessidade de grandes investimentos para conseguir salas de cinema lotadas e lucro certo. Atividade Paranormal com apenas 15 mil dólares e dois atores inexperientes se tornou uma das grandes sensações do cinema de horror de 2009.


A premissa simples é efetiva, na calada noite preta uma casa que faz muitos sons podem acelerar o coração de qualquer cristão mais estressado, e um jovem casal que acaba de decidir morar juntos tem o relacionamento testado por uma assombração que acompanha um dos cônjuges.


Para poder carregar o rótulo de filme de terror, no entanto, mais do que uma madeira rangendo é necessário e aos poucos as coisas vão acontecendo.


Atividade Paranormal entrega a encomenda no prazo, a filmagem amadora se encarrega de trazer identificação com o espectador que pode ficar com (mais) medo de dormir solitário em um sobrado cheio de cômodos.
Há aproximadamente uma década atrás Bruxa de Blair chacoalhou o gênero ou se travestir de filme documentário para gerar uma enorme curiosidade e propaganda boca a boca. Há pouco tempo atrás Cloverfield também se encarregou de revisitar o que seria um novo gênero.

O fato é que não há nada de novo nem no roteiro nem no formato de Atividade Paranormal, muitos já fizeram a mesma coisa e com muito mais qualidade (talvez não na relação entre investimentos e resultados). Porém é impossível desconsiderar que os produtores estão engatinhando para descobrir o que o público quer assistir, se é plausível investir muito pouco e ganhar muito para que tanto trabalho com um blockbuster?


Atividade Paranormal assusta os corações mais fracos e reacende a discussão sobre a necessidade de grandes orçamentos para se fazer cinema.


Para assistir sem grandes expectativas...


Pontos Altos: Arrasta logo essa mulher!, quem mora em casa sabe o que são esses barulhos!

Pontos Baixos: Pra que um casal precisa de três quartos com três camas de casal? Não assusta os já amaciados por grandes filmes de terror

Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas

Diretor: José Alvarenga Júnior

Elenco: Luiz Fernando Guimarães, Fernanda Torres, Drica Moraes, Danielle Winits, Claudia Raia, Alinne Moraes, Daniele Suzuki, Daniel Dantas

Gênero: Comédia

Ano: 2009





Houve um tempo que Os Normais era exibido na Rede Globo, humor de excelente qualidade com dois grandes atores do gênero, a comédia de costumes de um casal de classe média carioca cujo noivado se estendia por muitos anos era a garantia de muitas gargalhadas e piadas rápidas facilmente identificáveis pelo público mais inteligente.

Após algum tempo o ritmo não era mais o mesmo e a série foi encerrada. Que a vida é um ciclo todos sabem, Os Normais sofre desse mesmo problema o seu ciclo de empatia e humor certeiros teve sua duração esgotada, diversos outros programas souberam a hora de decretar seu fim, mas alguns parecem ter ignorado o ciclo e os espectadores mais experimentados sabem do fato.

Os Normais 2 se transforma num episódio prolongado de uma série criativamente já esgotada, obviamente os fãs apesar de saberem dos problemas serão atraídos pela oportunidade de enxergar os personagens tão queridos em situações inéditas e quem sabe tão engraçadas quanto a memória que restou.

Os Normais deve sim ser reassistido, a locadora pode lhe fornecer a série completa ou você pode comprar numa promoção no Submarino.

Felizmente o filme não macula a memória com sua detestável incursão moralista no universo do ménage à trois, a proposta “muito louca” não convence nem diverte.


Pontos Altos: Fernanda Torres e Luis Fernando Guimarães são muito bons

Pontos Baixos: Não há milagre sem santo nem filme bom sem roteiro