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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Intrigas de Estado (State of Play)

Diretor: Kevin Macdonald

Elenco: Russell Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams, Robin Wright Penn, Jason Bateman, Jeff Daniels, Helen Mirren

Gênero: Suspense/Drama

Ano: 2009







Conspirações envolvendo grandes corporações já se tornaram praticamente um gênero específico no cinema.

Intrigas de Estado em parcos 120 minutos oferece discussões políticas, dominação através do poderio econômico de uma grande empresa, relação extraconjugal exposta, amizade improvável entre um jornalista old school e um jovem e promissor político, a iminente morte da mídia escrita, o papel dos bloggers na formação de opinião do mundo moderno, insights com ideias brilhantes, perseguições, tiroteios, mentiras, reviravoltas e revelações.

Parece muita coisa para pouco tempo e de fato é, a tarefa de desenvolver um roteiro coerente com tanta coisa a ser dita pode significar um resultado esquizofrênico ou uma solução simplista demais.

Intrigas de Estado não é um grande filme, porém consegue segurar a atenção do espectador desde seu início chegando a seu ápice numa emocionante perseguição no estacionamento de um prédio.

Apesar da qualidade de grande parte do elenco e da competência técnica da direção algumas coisas parecem ingênuas demais, há muito tempo que a mídia escrita perdeu sua aura de “busca da verdade” ou que o jornalismo investigativo tem algum papel de fato importante para a sociedade, vivemos em outra Era.

Essa perda da inocência já nos provou diversas vezes que o vazamento de informações ou a divulgação de notícias servem sempre a algum propósito.

Como obra ficcional Intrigas de Estado cumpre seu papel em parte e deve emplacar numa Tela Quente sem grandes dificuldades.


Pontos Altos: Perseguição do estacionamento, Helen Mirren

Pontos Baixos: Clichês e repetições de velhas fórmulas, personagens sem profundidade

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ele não está tão a fim de você (He's just not that into you)

Diretor: Ken Kwapis

Elenco: Ginnifer Goodwin, Kris Kristofferson, Kevin Connolly, Scarlett Johansson, Jennifer Aniston, Justin Long, Jennifer Connelly, Drew Barrymore, Ben Affleck

Gênero: Comédia Romântica

Ano: 2008







Ao mesmo tempo em cartaz estão Velozes e Furiosos em sua quarta edição e Ele Não Está Tão A Fim de Você, até parece algo combinado. Para felicidade dos casais e espontaneidade total do espectador e espectadora um casal de namorados pode se separar e curtir seu péssimo filme isoladamente.

Apesar da diferença gritante dos temas, ambos os filmes sofrem da ausência de conteúdo e do apelo à beleza de seus atores para atrair espectadores.

Baseado em um livro de auto-ajuda emocional e transformado em um romance com toques falsamente documentais este filme foi feito para mulheres que ainda se apegam ao mito do amor romântico e sofrem com um comportamento quase patológico em busca de um casamento ou da manutenção de um matrimônio em ruínas.

É fácil rir e se identificar com os comportamentos que assistimos, por vez no papel de apaixonados e outra no de desinteressados. O fato é que Ele Não Está Tão A Fim de Você não acrescenta algo na visão de uma pessoa romântica, a questão é perseverar até encontrar sua alma gêmea.

O grande defeito de Ele Não Está Tão A Fim de Você é resumir as pessoas a seus relacionamentos amorosos e minimizar a importância de relacionamentos tão ou mais importantes que não envolvem necessariamente o amor carnal. Além disso, mulheres são retratadas como seres humanos patéticos que não podem viver sem ter um homem ao seu lado, estar com a própria companhia é tão terrível assim?

O reforço dos estereótipos já conhecidos funciona de tal forma que é impossível não questionar se as mulheres de fato estão tão próximas assim de alcançar uma igualdade entre os sexos e se elas verdadeiramente almejam se equiparar.

Talvez o homem canalha mereça sua mulher insegura e o homem covarde se complete com sua mulher oportunista.

Ou o machismo de seu irmão não tem relação com a criação de sua mãe?


Pontos Altos: Carisma inegável de Ginnifer Goodwin e Justin Long

Pontos Baixos: Boca e cara botocada/congelada de Jennifer Anniston, muitos clichês, preconceitos e estereótipos manjados de homens, mulheres e amigos gays

sábado, 7 de junho de 2008

Medo da Verdade (Gone baby gone)

Diretor: Ben Affleck

Elenco: Morgan Freeman, Casey Affleck, Michelle Monaghan, Ed Harris, Robert Wahlberg, Amy Madigan, Edi Gathegi, John Ashton, Amy Ryan

Ano: 2007

Gênero: Suspense







Atores no papel de diretores têm rendido boas surpresas, Medo da Verdade é um thriller com um tema aparentemente nada inovador, mas que com a direção confiante de Ben Affleck tanto segura a atenção do espectador quanto traz reviravoltas em momentos inesperados.

Uma garotinha de quatro anos é seqüestrada sob circunstâncias desconhecidas na cidade de Boston, nenhuma pista é encontrada e policiais experientes no caso não avançam nas investigações.

A tia da menina muito mais preocupada que a própria mãe da criança resolve contratar uma dupla de detetives particulares para que estes tentem encontrar alguma pista e o paradeiro de Amanda.

Casey Affleck, irmão de Ben, nova promessa do cinema americano interpreta Patrick o investigador que apesar da inexperiência nesse tipo de crime aceita o caso e juntamente com sua namorada Angie iniciam a investigação.

Ao descobrir que a mãe da menina é uma viciada além de se unir à polícia local, Patrick utiliza seus antigos contatos para investigar o submundo em que a mãe de Amanda vivia.

Medo da Verdade é claramente dividido em duas partes com ritmos completamente diferentes.

É aí que reside um dos grandes méritos de Ben Affleck que nos prende à cadeira até que os mistérios se resolvam.

A tradução infeliz do título diz respeito aos dilemas morais que a descoberta de pistas traz a tona, a descoberta da verdade talvez não traga a tranqüilidade moral que o protagonista tanto procura. A relatividade do certo e errado é o tema essencial que se desenvolve e causa reflexão neste filme.


Pontos Altos: Entretenimento acima da média do gênero, Casey Affleck, Ed Harris detona como o policial

Pontos Baixos: Michele Monaghan que interpreta Angie é uma porcaria de atriz