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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ele não está tão a fim de você (He's just not that into you)

Diretor: Ken Kwapis

Elenco: Ginnifer Goodwin, Kris Kristofferson, Kevin Connolly, Scarlett Johansson, Jennifer Aniston, Justin Long, Jennifer Connelly, Drew Barrymore, Ben Affleck

Gênero: Comédia Romântica

Ano: 2008







Ao mesmo tempo em cartaz estão Velozes e Furiosos em sua quarta edição e Ele Não Está Tão A Fim de Você, até parece algo combinado. Para felicidade dos casais e espontaneidade total do espectador e espectadora um casal de namorados pode se separar e curtir seu péssimo filme isoladamente.

Apesar da diferença gritante dos temas, ambos os filmes sofrem da ausência de conteúdo e do apelo à beleza de seus atores para atrair espectadores.

Baseado em um livro de auto-ajuda emocional e transformado em um romance com toques falsamente documentais este filme foi feito para mulheres que ainda se apegam ao mito do amor romântico e sofrem com um comportamento quase patológico em busca de um casamento ou da manutenção de um matrimônio em ruínas.

É fácil rir e se identificar com os comportamentos que assistimos, por vez no papel de apaixonados e outra no de desinteressados. O fato é que Ele Não Está Tão A Fim de Você não acrescenta algo na visão de uma pessoa romântica, a questão é perseverar até encontrar sua alma gêmea.

O grande defeito de Ele Não Está Tão A Fim de Você é resumir as pessoas a seus relacionamentos amorosos e minimizar a importância de relacionamentos tão ou mais importantes que não envolvem necessariamente o amor carnal. Além disso, mulheres são retratadas como seres humanos patéticos que não podem viver sem ter um homem ao seu lado, estar com a própria companhia é tão terrível assim?

O reforço dos estereótipos já conhecidos funciona de tal forma que é impossível não questionar se as mulheres de fato estão tão próximas assim de alcançar uma igualdade entre os sexos e se elas verdadeiramente almejam se equiparar.

Talvez o homem canalha mereça sua mulher insegura e o homem covarde se complete com sua mulher oportunista.

Ou o machismo de seu irmão não tem relação com a criação de sua mãe?


Pontos Altos: Carisma inegável de Ginnifer Goodwin e Justin Long

Pontos Baixos: Boca e cara botocada/congelada de Jennifer Anniston, muitos clichês, preconceitos e estereótipos manjados de homens, mulheres e amigos gays

quinta-feira, 26 de março de 2009

O Dia em Que a Terra Parou (The Day Earth Stood Still)

Diretor: Scott Derrickson

Elenco: Keanu Reeves, Jennifer Connelly, Kathy Bates, John Cleese, Jaden Smith, Jon Hamm, Aaron Douglas, Alisen Down

Gênero: Ação/Drama

Ano: 2008








Pra reforçar o preconceito geral sobre os remakes Scott Derrickson refaz com algumas adaptações o clássico de 1951 utilizando uma roupagem insossa que apela para os efeitos especiais e esquece todos os outros detalhes interessantes.

Os humanos são uma ameaça ao ecossistema terrestre e o extraterrestre Klaatu aterrisa em nosso planeta em busca de diálogo com nossos líderes. Os militares e governantes estadunidenses como todos sabem não são muito adeptos de tal prática e abrem fogo contra o visitante.

Obviamente a vida de nossa raça está em risco e nossos colegas do continente do norte (sempre eles) são os primeiros a tomarem decisões (erradas). A jovem cientista Helen ao contrário de seus conterrâneos tem uma visão menos obscura do que está acontecendo e tenta conversar e convencer o alienígena a poupar nossa raça.

O Dia Em Que a Terra Parou carece de substância, apesar de ter vários elementos que se bem explorados tornariam o filme um entretenimento no mínimo razoável a direção de Scott Derrickson não convence, não há salvação nem nas atuações dos atores muito menos no roteiro.

Previsibilidade total com efeitos especiais grandiosos.

Só vale pra testar a potência de suas caixas de som.


Pontos Altos: Efeitos visuais e sonoros

Pontos Baixos: Todo o resto, Keanu Reeves sempre com a mesma cara de dor de barriga

sábado, 21 de junho de 2008

Traídos Pelo Destino (Reservation Road)

Diretor: Terry George
Elenco: Joaquin Phoenix, Mark Ruffalo, Jennifer Connelly, Mira Sorvino, Elle Fanning, Sean Curley, Eddie Alderson, Armin Amiri, David Anzuelo, Linda Dano
Ano: 2007
Gênero: Drama





Traídos pelo Destino é um título que não diz a que veio, superemos então o nome e vamos ao filme. Como boa parte do filme diz respeito a uma tragédia e a mesma se comentada estraga a “surpresa” a sinopse ficará um pouco de lado.
O filme trata da obsessão por justiça e as descrenças em um sistema criminal falho, paralelamente há a culpa e a extrema covardia do criminoso em se assumir como culpado.
Terry George não atenua seu conceito de certo/errado o que faz com que nos identifiquemos com a parte injustiçada da trama.
A obsessão por vingança, a culpa direta e indireta são os motores desse drama familiar.
Os três atores principais carregam na dramaticidade envolvendo de formas diferentes e emocionando o espectador.
Há ainda um elemento de suspense no destino final e confronto das partes envolvidas que o diretor habilmente conduz paralisando quem assiste na espera do desfecho.
Um filme mediano.


Pontos Altos: Atores principais, Elle Fanning é promessa
Pontos Baixos: Muita coincidência pra pouca gente

terça-feira, 20 de maio de 2008

Casa de Areia e Névoa (House of Sand and Fog)

Diretor: Vadim Perelman
Elenco
: Jennifer Connelly, Ben Kingsley, Ron Eldard, Shohreh Aghdashloo, Frances Fisher, Kia Jam, Navi Rawat
Ano: 2003
Gênero: Drama






Dois indivíduos que possuem estilos de vida distintos, mas que compartilham uma ligação extremamente forte com uma mesma casa.
Kathy (Jennifer Connely) é uma jovem que foi abandonada pelo marido há alguns meses e que se entrega a depressão não saindo de casa (mais precisamente da cama).
Massoud Amir Behrani (Ben Kingsley) imigrante militar que é expulso do Irã após complicações tenta manter o nível de vida de sua família em seu país de origem trabalhando em dois subempregos.
Os destinos se convergem quando Kathy é despejada do seu apartamento devido a um engano da prefeitura que a cobrou indevidamente por um imposto. A casa é colocada a venda pela prefeitura e antes que Kathy consiga tomar alguma providência o iraniano Behrani compra a casa por um quarto do valor de mercado.
O conflito se inicia com o desejo de Kathy reaver a casa herdada de seu pai e Behrani desejando receber o valor de mercado pela casa para desta forma conseguir resolver grande parte de seus problemas financeiros.
A desequilibrada Kathy com o apoio de um policial que a despejou com o qual acaba se envolvendo tenta lutar pela casa (sua derradeira referência), enquanto isso Behrani se apega ao imóvel na esperança de consolidar o mínimo de dignidade para sua família no futuro. Nenhuma das partes pretende onerar a outra, porém não desistem de conseguir o que desejam o que causaria o prejuízo do outro.
Os conflitos se intensificam, atitudes desesperadas são tomadas e temos um desses finais avassaladores, violentos e marcantes.
A casa em questão tem significados diferentes para os personagens, mas de alguma forma perdê-la ou não é uma questão de sobrevivência e não há acordo quando chegamos a esses termos.
O desespero de ambos é tanto que não há como se identificar ou torcer por uma das partes.


Pontos Altos: elenco exato, ver iranianos num filme americano
Pontos Baixos: Connely apesar de acabada e bêbada está sempre (muito) linda