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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Vicky Cristina Barcelona

Diretor: Woody Allen

Elenco: Scarlett Johansson, Penélope Cruz, Javier Bardem, Rebecca Hall, Chris Messina, Patricia Clarkson, Carrie Preston

Gênero: Comédia/Drama

Ano: 2008








As amigas americanas Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlet Johansson) decidem passar férias de verão em Barcelona, cada uma com seus interesses específicos e personalidades completamente opostas, mas se apaixonam pela cidade e terminam envolvidas em algo mais perigoso que um triângulo amoroso.

Woody Allen retorna a boa forma perdida desde Match Point nos apresentando um complexo, bem humorado e extremamente interessante “quadrado amoroso”.

A pragmática Vicky faz um perfeito contraponto a aventureira e romântica Cristina, mas aos poucos é possível notar que estas mulheres não são tão diferentes assim e tem os mesmos desejos, a aventura de verão é algo que lhes agrada de maneiras distintas, mas que no final se torna apenas uma experiência de vida.

A outra parte do quadrado é formada por Juan Antonio (Javier Bardem) e sua ex-mulher Maria Elena (Penélope Cruz) um casal que se completa de várias formas e que não consegue conviver pacificamente por mais que dez minutos.

Os quatro elementos e seus variados graus de neurose, criatividade, paixão e sonhos se envolvem de maneira surpreendente, a relação é desenhada de uma forma que Woody Allen domina com maestria acrescida de uma crítica ao american way of life e do próprio mundinho criativo da classe artística.

Os atores interpretam seus apaixonados personagens com uma grande entrega que é evidente e traz uma grande veracidade a toda situação. É provável que se inicie uma nova série de parcerias de atores com o diretor que não se esquece de seus “preferidos”.

Scarlet Johansson tão aclamada atualmente não é dos maiores destaques e já começa a se tornar um elemento duvidoso nos filmes de Allen. A musa de lábios carnudos nada mais é que um chamariz para atrair marmanjos aos cinemas além de agradar os olhos do próprio Woody Allen.


Pontos Altos: Penélope Cruz e Rebeca Hall neuróticas e furiosas, a proposta cara de pau de Juan Antonio, o belo cenário

Pontos Baixos: Narração em off irritante apresentando os personagens e detalhando as cenas, Scarlet boneca inflável Johansson tire férias dos cinemas por favor

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sombras de Goya (Goya's Ghost)

Diretor: Milos Forman
Elenco: Javier Bardem, Natalie Portman, Stellan Skarsgård, Randy Quaid, Blanca Portillo, Michael Lonsdale, José Luis Gómez, Mabel Rivera
Ano: 2006
Gênero: Drama





Milos Forman o multi-premiado diretor recupera a boa forma após o mais que enfadonho “O Mundo de Andy”, Sombras de Goya é ambientado na Espanha do século XVIII e mesmo sendo falado em inglês é um acerto.
Francisco Goya o aclamado pintor narra a intensificação da inquisição espanhola que ocorre ao seu redor. Javier Bardem interpreta o padre Lorenzo, um religioso que defende o recrudescimento das perseguições inquisitórias, justificando-o como única forma de reverter a degradação dos valores da sociedade espanhola.
Uma das musas de Goya é escolhida como bode expiatório após ser vista numa taberna recusando comer carne de porco sendo por isso falsamente apontada como judia, a jovem Inês (Natalie Portman) é então julgada, torturada e presa.
Durante quinze anos a cruel igreja católica se mantém no poder e a mudança de cenário político causada por uma revolução traz conseqüências imprevisíveis para a população.
Enquanto isso Goya acompanha o destino de Inês consumido pela por não tê-la ajudado quando teve a oportunidade.
Sombras de Goya trata dos horrores perpretados por qualquer classe dominante e suas conseqüências nefastas. Justiça, lógica e igualdade são valores inexistentes se dificultam de alguma forma o exercício de poder.
Forman dirige um filme eficiente que emociona e merece ser conferido.


Pontos Altos: Natalie Portman, Natalie Portman, fotografia, maquiagem e ritmo do roteiro
Pontos Baixos: Poderia ser todo falado em espanhol é claro

domingo, 13 de abril de 2008

O Amor nos Tempos de Cólera

Direção: Mike Newel
Roteiro: Ronald Harwood, baseado no livro de Gabriel García Marquez
Elenco:
Javier Bardem, Giovanna Mezzogiorno, John Leguizamo, Benjamin Bratt, Catalina Sandino Moreno, Liev Schreiber, Fernanda Montenegro






Vamos lá, mais uma adaptação de uma famosa obra literária. Não sei pra vocês, mas adaptação pra mim é algo que simplesmente me faz pensar se o livro teve sua essência bem representada ou não. Ok eu não posso dizer por que eu não li este livro, mas como eu assisti ao filme eu posso falar o que bem entender do que vi.
A abertura feita em animação promete um filme bem poético, mas eu pessoalmente não me emocionei.
Na Colômbia deste diretor todo mundo fala inglês apesar dos atores em sua maioria não serem americanos.
O filme começa com um velho Florentino Ariza (Javier Bardem) descobrindo que o marido de Fermina Daza (
Giovanna Mezzogiorno) acaba de morrer. E o protagonista no alto dos seus 70 anos não espera o morto esfriar e vai até a senhora declarar o seu amor e fidelidade, a mulher simplesmente não crê na ousadia do véio e o expulsa aos gritos de sua casa (you go lady!).
E o maquiador desse filme é podre... Eu quero ver alguém chegar aos 70 magrinho assim e com o pescoço lisinho...
Daí volta a Cartagena de 1879 quando a Colômbia estava um festival de cólera. E o jovem telégrafo Juvenal ao entregar uma encomenda (ou algo assim) na residência do pai de Fermina fica encantado com a beleza da garota e começa a partir dali um flerte muito romântico e perigoso de correspondências apaixonadas.
O pai acaba se mudando pro interior pra impedir o romance...
Enfim Fermina constipada recebe a visita de um médico que ao tratar a falsa suspeita de cólera enfia a cara nos peitos dela (sinal de que o filme terá muito sexo). E depois de certa enrolação a Fê desencana do romântico e casa com o médico bem-sucedido especialista em cólera.
O Florentino fica deprimido pra caramba a mãe (Montenegro da queen) tenta de tudo pra ajudar o filho que fica um tontão pela cidade esgueirando a amada.
Ele acaba descobrindo o sexo e o conceito de amor dividido (amor do espírito e da carne) e daí ele começa a amar muitas mulheres, ou seja, ele começa a foder a Colômbia INTEIRA. E o sexo vira a resposta e remédio pra tudo e tem até uma cena constrangedora de um gato pulando na bunda do Florentino arranhando bem na hora do coito!!!
Mas quando morre o marido da Fermina ele consegue começar um romance na velhice com ela e a mensagem final é que amor não tem idade.

Pontos Altos: Fernanda Montenegro, caracterização da época, trilha sonora da Shakira conterrânea e truta do autor do livro.
Pontos Baixos: Inglês de fitinha cassete dos atores latinos/italianos, maquiagem sofrível ‘O Maskara’, sexo sofrível de coelhinho, Florentino não parece que ama tanto quanto deveria não...

terça-feira, 8 de abril de 2008

Onde os fracos não tem vez No Country For Old Men)

Direção e roteiro:
Irmãos (dementes and fierce) Coen









Gente por favor sem preconceito, o Beiçola do filme não é o da 'Grande Família' e sim Javier Bardem. E nem pensem em rir do cara... ele era super respeitável em Mar Adentro (assista e chore).
Basicamente a sinopse é a seguinte: um caipirão está caçando animaizinhos no deserto e acaba encontrando um cenário de matança, no meio daquilo tudo ele acaba descobrindo que é tudo mexicano e tudo traficante... que preconceito!!
Mas beleza.. Ele pega a mala da grana e começa a ser perseguido (é óbvio né?).
Ele é perseguido por mexicanos traficantes a.k.a 'tipinho ruim latino' e pelo Beiçola a.k.a Chigurh (que sobrenome é esse?)
E a graça toda do filme é o Beiçola caçando o caipira que é ex veterano do Vietnã (sempre do Vietnã né ?) e no meio do caminho ele vai apavorando umas pessoas com seu maravilhoso e inovador multi-uso: um tanque de oxigênio comprimido com uma mangueirinha que com um parafuso (provavelmente deve ser isso) vai matando e destruindo obstáculos.
Você acaba por torcer pelo capira Llewelyn mas fica fissurado quando o Chigurh aparece.
Enfim o filme é bom, merece o Oscar sim e o Bardem mesmo de peruca ridica apavora qualquer um com sua voz de trovão e determinação feroz..

Assistam logo!

Pontos altos: Beiçola do mal, oxigênio serve pra tudo, seqüências aaaaalucinaaantes de perseguição.
Pontos baixos: Quanto nome complicado hein?, Woody Harrelson faz pontinha ridica.